Antes de enfrentar Ferragosto, o feriado mais esperado do ano (
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Bermuda, saia curta e ombros de fora impedem a entrada em qualquer igreja e em muitos museus na Itália. No Vaticano, nas vizinhanças da Basílica de São Pedro – por exemplo – existe um comércio rentável de camisetas, chales e calças (de papel) para o turista desavisado; em outras cidades, nem sempre. Melhor não arriscar.
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Observe se o museu permite fotos e não insista. Flashes são sempre proibidos. Ao contrário da Inglaterra, onde são grátis, os museus italianos cobram ingresso, exceto na última quinta-feira do mês.
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Viajar de trem ou alugar um carro? Em cidades como Roma e Milão, a melhor transporte é o público. Você não perde horas procurando estacionamento nem tendo que fazer um mapa de onde deixou o carro. Mas se você for para uma cidade a beira mar como Nápoles, o carro he permite rodar pelos arredores e conhecer
a Costa Amalfitana, por exemplo. Em viagens longas, prefira o trem e a possibilidade de apreciar a paisagem.
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Evite o deserto que é Milão (nos dois sentidos: quente e vazia) durante o verão. A época do shopping é mais tarde.
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Se você optou por alugar um carro durante o verão italiano, prepare-se para enfrentar horas de congestionamento nas autoestradas (Autoestrade). Os aneis viarios que circundam as grandes cidades são um prato cheio para que gosta de mau humor. De Milão ao Mar Adriático, por exemplo, o trecho que passa por Bologna vai ficar impresso na mente como o segundo pior momento das férias. Atrás somente do trecho da volta para Milão. Eu avisei: vá de trem.
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E se você estranhou a proibição do uso de tamancos em Capri (por causa do barulho), saiba que existe um universo de leis bizarras: em Eraclea, próximo a Veneza, é proibido fazer castelos de areia; em toda a Itália “é proibido exercer a profissão de charlatão” e “um homem que usa saia é passível de prisão”; nas proximidades de uma feira ou evento público, as bicicletas devem ser conduzidas a mão; muitas cidades proibem comer pela estrada, sentar-se nas escadas de igrejas e monumentos públicos e consumir bebida alcoólica pela rua; dar comida aos pombos? Nem pensar!
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O calor está insuportável e você está longe da praia? Procure uma piscina pública e refresque-se. Pública não significa grátis. A entrada é paga, mas sem burocracia: pagou, entrou. E se não correr na borda da piscina nem perturbar os outros, vai poder aproveitar até o horário de fechamento. Na maioria das piscinas é permitido levar comida e bebida, mas algumas proibem as caixas térmicas duras. Compre uma bolsa térmica e aproveite. O verão não dura pra sempre.
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