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Wednesday, March 21, 2018

Em caso de neve



Março começou com neve. Não é normal, o inverno acaba em março, os dias se alongam e as roupas mais pesadas já estavam prontas para hibernar no armário. Nada mais é normal, nesse mundo. Onde já se viu, neve em março!

Aqui na região existe a obrigatoriedade de pneus de neve ou corrente a bordo, de quinze de novembro a quinze de abril. É a primeira vez que acho coerente o prazo em abril. E se você não está acostumado com a neve, aqui vão algumas dicas.

- Use pneus de neve (existe um tipo recente que permite o uso em qualquer estação). Montar correntes de neve pode danificar os pneus, atrasar seu compromisso, provocar nervosismo. Principalmente quando você acabar de montar as duas primeiras e descobrir que são só duas, mesmo. Pior: descobrir que montou nas rodas erradas. As correntes devem ser montadas nas duas rodas com tração, a menos que o seu carro tenha tração nas quatro. E aí vai precisar de mais duas correntes. Prefira pneus de neve.

- Se o seu carro fica em local descoberto, é prudente colocar algo cobrindo o parabrisa, para evitar ter que raspar o gelo dele. De qualquer modo, não use o limpador de parabrisa antes de aquecer o interior da carro. A borracha gruda no vidro, o limpador destaca-se dela e risca o parabrisa.

- Se a sua casa tem uma área externa (quintal, balcão, etc.) lembre-se de fechar o registro da torneira – se houver – para que o congelamento não estoure o cano. É chato descobrir que esqueceu só na primavera, quando o vazamento tiver alagado tudo, inclusive o apartamento do andar de baixo.

- Aproveite para guardar vassouras e esfregão dentro de casa. Esfregão molhado, congela.

- Ah, compre um rodo (esse equipamento desconhecido por aqui), para o caso de ter que lavar o pipí do cachorro do balcão. Enxugue bem, evite tombos em pipí ou água congelada.

- Nem pense em limpar a neve da frente da sua casa, se você nunca fez isso. O pronto socorro fica lotado de novatos da atividade. Mais do que nunca, é necessário fazer aquecimento antes de qualquer atividade física, em caso de temperaturas baixas. Os riscos de problemas musculares aumenta muito (mas muito mesmo). A roupa deve ser igualmente adequada. Dê preferência às roupas em microfibra, que permitem o suor de sair e impedem o frio de entrar. Quando se faz atividade física, o ritmo ventilatório aumenta. A consequência é respirar mais poluição, além do ar frio. Respirar pelo nariz é outra recomendação inteligente, pois o ar se aquece e não chega gelado nos pulmões, mas a tendência é começar a respirar pela boca, aumentando a certeza de que uma gripe vai tornar o seu inverno inesquecível. Alimentou-se bem? Se não, nem saia. Um exercício puxado (e limpar a neve é um exercício pesado, acredite) pode fazer com que até 75% do sangue seja transferido para os músculos. Isso exige uma seção de stretching após a atividade, sem parar de movimentar-se. O resfriamento brusco vai trazer aquela gripe de que falei antes. Já limpou a neve antes de ler esse post e está sentindo dores no peito, dificuldade em respirar, tontura e tem a sensação de estar morrendo? Sim, você vai morrer. Provavelmente não será agora, pois esses sintomas podem ser somente estiramento muscular múltiplo, gripe, sistema respiratório fatigado, desidratação e fadiga. Vá ao pronto socorro e lembre-se de contar a besteira que você fez. Contrate alguém experiente para limpar a neve e pratique esportes, mas só pela tv.

- Quando caminhar pela rua, evite pisar a neve amassada e congelada. Neve fofa molha mas não escorrega. Ao descer escadas com neve, use o corrimão. Pisos e degraus congelados são armadilhas traiçoeiras.

Bem, os primeiros passos são esses, mas não escorregue. A sensação de dor aumenta com o frio.


Sunday, February 25, 2018

Vento siberiano




(imagem gentilmente surrupiada da Internet)


Quando a minha ideia de inverno era o frio de Petrópolis e os panos congelados nas manhãs geladas do Embu, não entendia bem a expressão “frio siberiano”. O que poderia ser mais frio que a brincadeira de deixar panos de prato no muro da varanda de noite, e verificar, na manhã seguinte, que o orvalho e o frio tinham congelado os panos? Nada, é claro!

A nossa primeira neve em Piacenza me conheceu de mau humor, apesar das meias de lã – que pinicavam e, talvez por isso – do casaco pesado, cachecol, luvas e uma dose generosa de conhaque. Com o tempo, me habituei. Para ser honesto, tornei-me muito tolerante ao frio. Me visto mais leve que a maioria dos piacentinos e abandonei os cachecois anos atrás. Prefiro chocolate quente ou… Conhaque.

O único problema é quando o jornal anuncia que “uma frente fria está chegando da Sibéria, trazendo vento e…”

Gente, vento da Sibéria é um negócio ruim. Muito ruim. Dói. Nem precisa de neve. É uma daquelas experiências que nos faz refletir sobre a necessidade da vida na Terra. E foi esse vento que nos abraçou nessa manhã (a mim e ao Shiva, o pitbull que adotamos em setembro). Nem estava tão frio assim – segundo os termômetros e o serviço de meteorologia –, mas a temperatura do vento era desfavorável a qualquer forma vivente. Sim, é possível medir a temperatura do vento. E nem precisa de termômetro. Eu conheço dois modos práticos de fazer isso. O primeiro é bastante simples: basta cronometrar em quantos segundos a orelha congela, ao sair na rua. Se o tempo for superior a três segundos, está acima dos doze graus negativos (ou seja, dez, oito graus negativos). Hoje as minhas orelhas congelaram quando abri a porta do prédio, o que corresponde a menos vinte, ou mais. No segundo método empírico, você vai precisar de um cão como o Shiva, que adora passear e quer sempre ficar na rua. Se o cachorro sair, fizer cocô e xixi rapidinho, te olhar com cara de coitado e caminhar apressado de volta para casa (apesar do capote reforçado), Pode apostar, a temperatura do vento está por volta dos vinte e cinco graus negativos. Como está o frio lá fora agora? Sei lá!. Abri a porta que dá para o balcão da cozinha e o Shiva baixou a cabeça e correu para debaixo das cobertas.

Se você gosta de frio, fica aqui a minha sugestão: vá para Petrópolis, Embu ou Serras Gaúchas, no inverno; viaje para a Argentina ou Chile em agosto, mas evite qualquer contato com o tal “frio siberiano”. Ou você vai ficar de mau humor. Com ou sem meias de lã.

Saturday, January 10, 2015

Tuesday, December 30, 2014

Saturday, February 08, 2014

Piacenza - Inverno 2013/2014

Nada de neve este ano.
...Ainda.







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Saturday, January 04, 2014

1º de Janeiro de 2014

Piacenza, Itália.

09:00 h, 7 ºC, temperatura acima do normal para um dia de inverno sem neve.

Céu de brigadeiro.





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Sunday, December 22, 2013

Árvore de Natal

Não cabia na nossa sala, tivemos que pedir a praça emprestada.


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Monday, March 18, 2013

18.3.2013

Piacenza, Itália.
Segunda-feira, 18 de março de 2013.

...Mas não era pra ser o início da primavera?



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Monday, January 21, 2013

Wednesday, January 16, 2013

Trator limpando a neve

Piacenza, Itália. 16 de Janeiro de 2013, 3:45 h. -7 ºC.
Um trator passa pra lá e pra cá - sob a minha janela - limpando a neve da rua.

Obrigado, tio, mas eu gostaria mesmo é de conseguir dormir.


Wednesday, December 19, 2012

Saturday, December 15, 2012

Friday, December 14, 2012

Mendigo de papel

14 de dezembro de 2012. Cai a neve e um mendigo se protege com jornal na rua mais chique de Piacenza. Sentiu-se impotente? Eu sim.





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Saturday, March 17, 2012

Fim do Inverno italiano

O galo canta, anunciando um novo tempo. O frio se foi e a temperatura oscilante conquista personlidade. O tempo desconhece calendários. Luz do Sol, luz que se vai, criando silhuetas pelo mundo.




Sunday, February 12, 2012

A neve dentro do trem

Enquanto eu ando enrolando para voltar a escrever mais assiduamente, aproveite para divertir-se com o inverno italiano. Vez ou outra é mais fácil viajar de trem que de carro, mesmo em trechos curtos e principalmente quando neva. Eram 8 e 20 da manhá do dia 7 de Fevereiro e eu estava chegando na estação de Fidenza, na província de Parma. Uma viagem de 20 minutos, depois de um atraso de mais de uma hora, por causa da neve. -14 ºC. Quase faltou coragem de descer do trem.  :)

Veja um pedaço da aventura, com a Itália bloqueada pela neve.



Monday, January 17, 2011

Se a neblina substitui a neve...



...Boneco de feno!
[4 metros de altura]

Friday, March 12, 2010

Salvem as girafas!

Os pneus de neve foram o melhor investimento deste inverno. Em pleno mês de março e ainda há a necessidade de usá-los.

Os dias se alternam em frescas jornadas primaveris e nevascas siberianas. Esta semana foi a vez da Sibéria, o que deu muito trabalho aos operadores da administração pública. Tratores limpa-neve e caminhões espalha-sal começam a trabalhar durante a noite para aliviar o caos da viabilidade, mas as ruas secundárias e boa parte da periferia tem mesmo é que contar com o auxílio dos céus: sol e chuva, quando aparecem, limpam o que se acumula em dias seguidos de neve e mais neve.

Difícil dormir com toda essa barulheira. Difícil se locomover com a insistência da neve. Pão de queijo e café, observo o movimento da minha janela.