Monday, June 03, 2013

Antes que seja tarde



Estamos preparados para viver sem os recursos que possuimos hoje?

Antes de responder, seria bom avaliar algumas questões: Imagine ter que viver com um clima instável e hostil, catástrofes naturais imprevisíveis, sem eletricidade, sem água potável, sem combustível, sem medicamentos, sem telefone e sem todas as conquistas que temos hoje. Conseguiremos viver num mundo sem o conforto que criamos nos últimos duzentos anos, ao qual nos habituamos como se fizessem parte da nossa natureza? Como faremos para comer quando os terrenos agrícolas se exaurirem ou estiverem irremediavelmente contaminados? Ou quando os peixes se tornarem tóxicos e a carne custar cara demais? Como resolveremos o problema da sede se a água potável se tornar uma mercadoria para poucos? Quantos anos de perspectiva de vida terão os nossos filhos quando o ar tornar-se irrespirável? Ou quando...

Parece o roteiro de um filme de terror, mas o cenário descrito é o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos e das novas gerações, se não começarmos a fazer algo neste momento. Fazer. Não há mais tempo para manifestações a favor do meio-ambiente. É preciso mudar. Mudar os nossos hábitos de consumo, mudar a nossa necessidade de conforto, mudar a ideia de que estamos acima da natureza e dos efeitos das nossas ações. Agir a partir de agora, agindo de modo sustentável e sem esperar pelos demais. Precisamos nos conscientizar de que necessitamos de muito pouco para viver, e abrir mão do supérfluo que nos parece imprescindível.

Também já não há mais tempo para simplesmente economizar. Precisamos aprender a viver com menos do que vivemos hoje, a produzir o próprio alimento, a não poluir e reciclar mais. Uma vida mais simples deixa de ser opção pessoal para se tornar necessidade coletiva. Comer menos, caminhar mais. Salvar o planeta não se resume a repetir slogans. Informar-se é fundamental, mas não basta. Consumir sem limites não é sinônimo de bem-estar, mas de alienação. Menos asfalto, mais bicicleta.

Analise seus hábitos e as consequências. Mude. Consumir menos, caminhar mais. Antes que seja tarde.

18 comments:

Inaie said...

vc tem toda razão. eu sempre reciclei ( pelo menos nos ultimos 10 anos) - aí me mudei para Bahrain onde as epssoas jogam lixo no chão, onde a areia do deserto é cheia de sacos plasticos e fraldas sujas.
E me dei conta que fazer só a minha parte não é suficiente, por que a gente também tem que ajudar os ignorantes a fazer o mesmo!

Não adianta ficar falando em nao imprimir documentos ( que sao impressos em papel feito com arvores plantadas para isso - ninguém vai lá desmatar a amazonia pra fazer caderno!!!) e continuar usando sacos plasticos aos montes.

Agora me responde: e parar de viajar? Você consegue se imaginar não viajando pra economizar carbon print??

myra said...

infelizmente voce tem razo....:(
e e tao bem analizado...
abraco!

Bah said...

Infelizmente, apenas algumas pessoas fazem isso há anos, contra milhões que fazem questão de chegarem no extremo para poder fazer alguma coisa. Enquanto é cômodo ter tudo, enquanto não falta nada, as pessoas não se preocupam com isso. Só se preocupam quando não tem mais nada e, mesmo assim tentam comprar.

Eu, vc, ela, fazemos nossa parte, mas por que parece tão pouco?

Kisu!

Tati e Seus Nicola'S said...

Como comentado acima: chega o momento em q nos damos conta de q e' preciso ir além do"eu faço a minha parte". Vivi em países onde pelo menos "aparentemente" havia uma boa coleta seletiva do lixo. Depois de 10 anos voltei ao Brasil e chegou a me bater o desespero. Separava meu lixo, me preocupava em deixa-lo o mais limpo e ordenado possível até q descobri q todo meu trabalho e preocupação era em vão: ainda nao havia o processo de coleta seletiva. Mas descobri q a empresa de energia fazia uma espécie de coleta seletiva: a gente leva o lixo reciclavel, ele e' pesado e de acordo com o peso no final temos $ na conta de luz. Geralmente sao poucos centavos. Talvez por isso nao tenha muita adesão (as pessoas acham q nao compensa o trabalho de separar o lixo e caminhar até os pontos de coleta, q ainda sao poucos).
Vc abordou temas interessantes. Tento fazer minha parte, sobretudo ensinar ao meu filho sobre a importância de respeitar ao ambiente em q vivemos, mas ao mesmo tempo, confesso, ficaria difícil abrir mão de certas comodidades. Realmente e' pra pensar ... E, sobretudo, atuar.

maray said...

este feriado prolongado (pelo menos pra nós, brasileiros, que temos um monte deles), fomos até Atibaia. Era Corpus Christi e em muitas cidades do interior os católicos têm o costume de forrar o asfalto das ruas com serragem colorida formando desenhos, por onde passará a procissão depois. Em Atibaia inovaram e eu achei sensacional. Com pedaços de pano coloridos, forraram a rua principal, por onde passaria a procissão e os moradores da cidade iam depositando ali cobertores, mantas, agasalhos, roupas de frio parea crianças e adultos. Muitas novas, a maioria, e outras já usadas mas em bom estado. Depois, pouco antes da procissão passar, recolheram tudo para doação. A cidade é fria. Aquilo ficou lindo. Bem colrido e com alguma função, além da simplesmente estética. Por onde a gente olhe, sempre dá pra fazer alguma coisa pelos outros e pelo planeta, em geral. Mesmo que pouco, vale a pena. Aquela serragem de antes era linda, mas só sujava. Essa idéia continua linda e colorida, mas é utilíssima. Cabeça, como dizia minha avó, não é só pra usar chapéu( ela era do tempo em que se usava chapéu) cabeça foi feita pra pensar!
abraços

Thais Miguele said...

Tá, esse foi o post mocinho. Tô na espera do post vilão.

Celia na Italia said...

Agir +
Fazer +
Pensar +
Recicclar +
Consumir -
Poluir -
Que bom que temos mais + do que -

Léia Silva said...

Caro Allan
Você tem toda razão!
Infelizmente nossas autoridade não estão preocupadas com essas questões e não ajudam na conscientização, mas como vc disse, precisamos agir de modo sustentável, sem esperar pelos demais!
Procuro fazer a minha parte, mas devo esforçar-me ainda mais.
Um abraço
Léia

Georgia Aegerter said...

Allan, este teu post me lembrou os tempos do Faca a sua Parte, rs.

Tá no sangue isso, o alerta pela natureza.

Pois é, acabei de ler um artigo de que nunca fomos tantos nesse planeta.

Acredito que é preciso ter um cuidado com o crescimento desenfreado da populacao. Países como o Brasil, China India, deveriam cuidar mais da natalidade. Sao criancas nascendo emm familias onde nao se tem nenhum recurso. Criancas nascendo e sendo jogadas pela beira da estrada...enfim somos muitos e educar e sustentar todos é algo que está quase impossivel de ser.

Belo texto.

Boa semana

mauro m said...

Alguma esperança quando por exemplo levantarem o assento e/ou pararem de urinar fora da bacia, do mictório .
Ah, sim , e dar a descarga ...

Luma Rosa said...

Não devemos esperar que todos façam para fazer a nossa parte. O desapego é o meu lema!! Creio que o homem esteja na lista dos animais em extinção... Salve dia mundial do meio ambiente!!
Beijus,

Claudio Costa said...

Pura verdade, cada um tem de fazer a própria parte. Infelizmente, creio, a "estrutura" que sustenta o pseudo progresso (capitalismo selvagem?) só pensa no lucro imediato e na produção predatória. Além do "fazer" temos de achar um jeito de modificar políticas loucas...

Bruxa do 203 said...

Viver com menos não é tão difícil. Conforto é importante, porém tem limites. O consumismo exagerado é assustador.

Mais bicicleta e menos asfalto seria maravilhoso, mas em outro contexto, com trânsito menos perigoso, com motoristas menos selvagens, quem sabe com mais ciclovias... Mesmo assim, acredito que em breve poderá ser realidade, como já é em algumas cidades.

Concordo com a Luma, desapego já é o primeiro passo.

Ahhhh Estudar pode ser divertido, mas acho que não serve para as matérias chatas da escola!!!!!!!

Minha vida na Italia... said...

Se 10% da populaçao mundial pensasse dessa maneira, já seria muita coisa...parabéns pela postagem...abraçao

Menina no Sotão said...

Eu tenho praticado isso no meu dia a dia meu caro porque há tempos que eu acho que o ser humano passou dos limites. Sempre mais e mais. Desperdício ao extremo e a sensação de que estão esperando o último segundo pra tomar uma atitude, enfim... Vamos fazer a nossa parte porque nem todo mundo vai fazer o mesmo. rs

bacio

Sandra said...

"Menos asfalto, mais bicicleta"... este está sendo o meu lema este ano :-).
Há anos que eu aprendi a ser menos consumista e impulsiva nas compras. Quando a gente quer ou precisa, dá sim para viver bem e com menos. A gente só precisa aprender :-).

Bruxa said...

Disse tudo!
Como sempre espalho por aí "não é o reciclar que salvará o planeta", isso é apenas slogan se não tiver imbutido outros princípios. Infelizmente, a mídia prega o consumismo exagerado - ter, ter, ter... sempre o último, o melhor, o mais rápido e tudo vai passando sem ser notado, essa é a mentalidade. Já percebeu, andando pela rua, quantas pessoas olham pra cima pra admirar o céu azul ou uma flor que simplesmente nasceu no meio do asfalto? Isso nem é notado! Mas uma vitrine não passa despercebida...
São pequenas atitudes, pequenos princípios (se é que podem ser chamados de pequenos) que farão a diferença no planeta que ficará pras próximas gerações.

Abração e linda tarde.

Annita said...

"Salvar o planeta não se resume a repetir slogans!"
Adorei!
abraços