Monday, November 21, 2011

A pós-democracia italiana

O economista Mario Monti, notório defensor do mercado livre, assumiu o cargo de primeiro ministro italiano para cumprir uma tarefa que não depende dele: salvar a Itália – e a Europa – da bancarrota.

Monti é amigo íntimo do ex-primeiro ministro italiano de esquerda Romano Prodi, e alto expoente das comissões europeias que tratam de Economia, tendo sido batizado “o homem dos poderes fortes” Por Marco Panella, líder dos radicais da esquerda, apelido que foi lembrado nesses dias por Umberto Bossi, líder da extrema direita italiana. O novo primeiro ministro italiano é bem visto por banqueiros e grandes indústrias, mas não era um político até 16 de Novembro último, quando foi nomeado senador vitalício, num subterfúgio que faz parte das prerrogativas do presidente da república e que permitiu ao congresso aceitá-lo como chefe de governo. Porém, o voto de confiança do congresso italiano – necessário para que o novo primeiro ministro assumisse – que produziu a quase aclamação de Monti à frente do novo governo (556 votos a favor e 61 contra, na Câmara dos Deputados, e 281 votos a favor e 25 contra, no Senado), não deve criar falsas ilusões. A alternativa à demissão de Sílvio Berlusconi era a dissolução do congresso pelo presidente da república e a convocação de novas eleições, o que provocaria trágicas consequências neste momento delicado da economia europeia, além de colocar em risco a reeleição de diversos componentes da casta política.


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6 comments:

Inaie said...

Estava ai no dia em que berlusconi saiu...
Essa crise mundial esta mais assustadora do que a que teoricamente acabamos de sair.
Eu confesso que estou assustada.

myra said...

espero coomo muitos, que Monti possa fazer algo!!!!!
mas pelo menos todos estamos contentisssimos que Berlusconi foi-se!!!!!
um gde abraço

Anonymous said...

Duas coisas.
1. Os bancos provocaram a atual crise, como seus lucros são sagrados, nós pagaremos a conta, quando eles ganharam dinheiro, nós perdemos, quando eles perderam dinheiro, nós pagamos e alguns altos executivos, por terem dado prejuízo, ganham bônus milionários.
2. A Grécia não aceitou as imposições para a "solução" da crise, imposições que exigiam da Grécia o que o Brasil faz há muito tempo, então fica a impressão que capitulamos sem luta.
Manoel Carlos

Antonio said...

Ciao Allan .

Brutto momento per l'italia , soprattutto per quelli che hanno perso il posto di lavoro , speriamo in una ripresa rapida e indolore anche se ho dei seri dubbi sull'operato della nostra classe politica arroccata alla poltrona e ai privilegi di casta .
grazie per la visita al blog , rispondo qua al tuo commento perche da tanto non ne pubblico i commenti dei lettori: i panigacci sono di una semplicità estrema ma senza gli attrezzi giusti è impossibile prepararli ....fai prima a venirli a mangiare qua a la spezia .

un caro saluto

Georgia said...

Passando para um abraco neste teu dia especial, 25.11

Fiquei me perguntando o que será que vc vai cozinhar esta noite?

Parabéns e te desejo alguns anos mais de vida e com saúde.

Abracos

Roseane, said...

Eu vou torcer para que as coisas melhorem aí, pois a crise na europa tá braba respigando para todos os lados.
Boa semana!