Wednesday, April 13, 2011

Música italiana

Quem não tem uma trilha sonora pessoal? Mais longa é a vida e maior é a quantidade de canções que lembramos. Ou, esquecemos. Como prefiro recordar o passado sem apegar-me demais a ele, muito do esforço dos meus pais com Beethoven e que tais se perderam, apesar de ainda apreciar muito Bach. A música é um elemento composto de várias moléculas: valsa, samba, blues, baião, etc., uma química que não domino. Quando me refiro à música (italiana) falo da música popular, aquela que se ouve nas rádios. Sou um ouvinte displicente, não um músico. A chamada musica leggera italiana (música popular) exclui o amplo composto do que convencionalmente se chama musica colta (música culta) – clássica, jazz, ópera, etc. Mais ou menos como a nossa música popular, sem a mesma melanina no tegumento.

Desde que chegamos por aqui, no distante ano de 1999, temos acumulado uma bagagem de música popular italiana de respeito, em detrimento da música que toca nas rádios brasileiras desde então. Uma modesta bagagem de música colta italiana tem sido esporadicamente acrescida. Por questões práticas – e para evitar vexamesnão farei distinção entre musica leggera e aquela colta, usando somente o termo música italiana. Melhor não me expor com uma ciência que não domino.

Alguns músicos alternam canções no topo das paradas constantemente, enquanto outros fazem tanto sucesso com uma música que poucos se lembram de outras obras do mesmo artista: Gilson – Casinha Branca; João da Praia – O Boi Vai atrás; João Menina da Ladeira; Morris Albert – Feelings. Em minha defesa devo esclarecer que pouco recordo do que tocava nas rádios italianas nos primeiros anos; conheço alguns artistas apenas pelos sucessos maiores. [Que tocam nas rádios até hoje!]

O esclarecimento acima expõe o meu superficial conhecimento musical, mas não deve inibir intervenções, sugestões e esclarecimentos. Todos serão bem recebidos. A ciência da Música é meio indecifrável, para mim. Bem que me esforcei – eu deveria tocar fagotemas assim como gosto de sorvete sem saber exatamente como é feito, gosto de música sem conhecer a tabela periódica, digo, melódica.

Diferente do que ocorre no Brasil, nas versões italianas de músicas estrangeiras não é divulgado o nome do verdadeiro autor, mas somente o do autor da versão italiana. Isso faz com que muitos acreditem ser a versão italiana aquela original. A versão original muitas vezes não chega a ser conhecida pela maioria dos ouvintes. Mas música é para ser ouvida e apreciada (ou não) e quem quiser aprofundar o argumento que o faça escutando um pouco da trilha sonora que tenho selecionado e que continuarei a publicar.

Mande seus pitacos. Vou assobiá-los todos.
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10 comments:

Thais Miguele said...

Eu considero música boa aquela que me agrada os ouvidos e que as vezes me faz dançar. Acho que também não sou muito conhecedora do assunto.

myra said...

como eu dansava tempos atràs... e tambem nao sou mto conhecedora de tudo qto é musica, mas gosto tanto, tanto, de samba, de jazz, e especialmente das musicas populares!!
voce escreve tao bem...
um abraçO

Meire said...

Adoro musica Allan e tenho as minhas preferidas. Amo Willie Nelson, Joao Bosco e Gigi D'Alessio, deu pra perceber que tenho um gosto musical bem diversificado...

bjs

Menina no Sotão said...

Eu amo música, mas não sou conhecedora. Sou ouvinte. E elas narram minha vida de "cabo a rabo". rs Confesso que nunca entendi muito bem essa expressão. kkkkkkkkkkkkkkk
No momento estou ouvindo Bach (Magnificat) que aprendi a apreciar com o nono e o babo. Ambos gostavam de jogar xadrez no ritmo de Bach e Chopan. Era algo divertido, mas eu acabava me distraindo dos movimentos dos dois e me dedicando aos desenhos. O ritmo prevalecia, claro. Das músicas italianas, a nona cantarolava as mais antigas. Lembro de várias e cantarolo até hoje. Gosto de vários cantores, mas acho que estou um tanto desatualizada com a atualidade. Mesmo quando estou em Gênova não ouço rádio, dou preferência para os meus Lps. Tenho dúzias deles. rs
bacio

ines bachiega said...

Querido Allan, música alimenta a alma! Meu gosto é super eclético: gosto de samba antigo, sertanejo de raiz, rock e pop dos anos 70 e 80, Pavarotti, algumas peças classicas...
Mas só ouço música quando estou com vontade, estou bem, caminhando sozinha. Tenho necessitado de silêncio ultimamente...rs
baci, amico!

R.A.M.P. said...

Olá, 

Sou mais um escritor brasileiro, dentre tantos outros.... 



Queria fazer uma pergunta: Você se interessaria em fazer uma resenha sobre o meu livro aqui? Existe alguma forma de fazermos uma parceria?

Ele acabou de ser lançado. Trata-se de um romance sobre a sociedade medieval japonesa e está disponível para venda, no formato impresso e digital (Ebook), somente pelo site: http://www.clubedeautores.com.br/book/42848--INUTAOSHI . O Título da obra é “INUTAOSHI - A presa do lobo” e o autor é R. A. M. P.. 
No site estão disponíveis a visualização da capa, sinopse e o capitulo 1. O
livro foi um dos finalistas do Prêmio SESC de Literatura 2009.


Se você se interessar eu posso encaminhar o livro para você.



 Obrigado

Robson André

Luma Rosa said...
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Luma Rosa said...
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Luma Rosa said...

Fica difícil para mim lembrar das minhas influências musicais sem lembrar dos meus pais. Eles eram de um época em que os jovens músicos amadores de Copacabana se multiplicados pelas “academias de violão”, como a de Menescal, de Nara Leão e a de Carlos Lyra e depois se encontravam em 'jam sessions'para tocar jazz. Muitos deles evoluíram para cantores de boates diluindo os gêneros das músicas brasileiras, improvisando com um pouco de jazz, daí apareceu João Gilberto hiper talentoso para oferecer-lhes uma alternativa para parecerem americanos com alguma originalidade (todo mundo gravava em inglês para impressinar) e ele misturou jazz com a pretenciosa música da Broadway. Surgiu a bossa nova que continuou a ser música americana com tempero brasileiro. Meus pais foram para Minas e mamãe passou a dar aulas no conservatório local. Eu ouvia música de manhã, de tarde e de noite, nos saraus que organizavam em casa. O que aprendi? Que com música não devemos ter preconceito e temos que ouvir de tudo - do "brega" ao "fino" para apurar os nossos ouvidos.
Desculpe o comentário extenso! Beijus,

Luciane said...

Música italiana : Ho capito che ti amo . . .