Tuesday, February 14, 2006

Tarde De Sol

Caros e Caras,

Paz e saúde!

Aproveitei a tarde de sol e, apesar do frio, saí para dar uma volta de bicicleta.


Na rua de casa, a uns cem metros, a chiesa di Santo Agostino, que foi desconsagrada depois que Napoleão invadiu-a com tropas e cavalos. Agora é um espaço para mostras e exposições.








Do outro lado da rua, os giardini di Napoleone, onde ele montou seu quartel-general. Volta para fazer outra foto na primavera e a palavra jardins ganhará outro sentido.






Segui pela Stradone Farnese (onde moramos) até o fim para observar a Lupa, cópia daquela famosa, de Roma. Mussolini presenteou-a à Piacenza em reconhecimento à importância da cidade nas guerras púnicas.



Chiesa di San Martino Episcopo, no centrão. Esse estacionamento foi o Foro Romano, berço da cidade.

Resolvi, então, mostrar a vocês uma parte da história que conta: chiesa di Santa Maria di Campagna, local de onde partiu a primeira Cruzada da história. Um policial não permitiu que eu ficasse no meio da rua com a bicicleta para fazer a foto, por causa do trânsito. Lembrei de Galileo e me conformei com essa perspectiva.


Voltei para o centro e passei em frente ao prédio dos correios. Mais à frente (onde bate o sol) a Piazza Santo Antonino. Reparem na arquitetura inusual do prédio


…E no que eu acredito ser a curiosa assinatura do arquiteto.


Na Piazza Santo Antonino, a basilica di Santo Antonino, impossível de ser fotografada de frente: a rua é muito estreita. A antiga basílica (século IV) em homenagem ao patrono da cidade perdeu o lugar de primeira igreja àquela da Duomo.





Saindo da
praça pela rua Giuseppe Verdi, o Teatro Municipale.









Sigo por uma rua estreita (todas são estreitas) para chegar à Piazza Duomo, onde a catedrale di Santa Maria Asssunta domina a paisagem. Ao lado, o Palazzo Episcopale. Reparem aquela sombra no meio da torre da igreja:





Na realidade é uma cela, onde eram colocados os presos mais rebeldes, em ocasião da visita de alguma autoridade (e naquela época todo mundo era autoridade). O preso ficava exposto naquela gaiola, morria, apodrecia e seus ossos podiam ser recolhidos após caírem no telhado e rolarem para o chão.





Aqui o Palazzo Episcopale em destaque.


Pego a Via XX Settembre até chegar à Piazza Cavalli, que italiano tem mania de chamar largo de praça. Na Via XX o trânsito é proibido inclusive aos ciclistas. O jeito é empurrar. A estátua do Farnese brinca de luz e sombra com o prédio da Banca Nazionale del Lavoro, que brinca de com a sombra do…





Palazzo Gotico, antigo centro do poder do ducado de Parma e Piacenza.

Ao lado do Gotico, naquele prédio laranja, ocre, salmão ou a cor que mais lhe convier, ofuscado pela luz, o gabinete do prefeito.





Saio pela Via Cavour e imagino que daquela sacada a vista deve ser formidável.


Aproveito para controlar se o Palazzo Farnese foi invadido. Não, não foi dessa vez. O prédio (palácio, castelo, escolha) jamais foi concluído. O projeto original foi modificado nas diversas vezes em que foi invadido. Dentro, parte da história da cidade jaz numa confusão de estilos arquitetônicos nos diversos museus que a construção abriga.





Antes de terminar o passeio, um detalhe do Palazzo Farnese.







Voltando para casa, à entrada da Piazza Cavalli, encontro uma banda de malucos dançando pelo meio da rua, divulgando o festival de jazz da cidade. Desço da bicicleta e vou atrás, curtindo um jazz de primeiríssima.





Ciao.

14 comments:

Isabela said...
This comment has been removed by a blog administrator.
marcelo said...

Um tour por Piacenza! Muito bom para nos que nunca estivemos ai.

abraco

maray said...

xô, inveja!!!
:)
beijos

Denise Arcoverde said...

Mamma mia!!! que privilégio!!! adoro esses posts cheios de fotos, esse está divino! me deu uma saudade danada da Italia! espero voltar em breve!

Falando em fotos, você apareceu antes que eu terminasse de colocar as fotos lá no post, dá uma olhadinha de novo, quando tiver tempo, mas pega um pãozinho quente e um cafezinho também ;-)

Beijão pra você, a Eloá e as suas meninas!

Ana Maria said...

Belo passeio, Allan!
Curiosidade: qual a marca da sua câmara?

Pat said...

Lindo passeio! Belas Fotos!

D. Afonso XX, o Chato said...

Assim até dá prazer de morar numa cidade. Tudo isso ao alcance de um simples passeio de bicicleta. Lindas fotos. abração

Marilia Mota said...

Isso é saber viver! Parabéns e obrigada por compartilhar com seus leitores esse dia e cidade lindos.

Manoel Carlos said...

Rapaz! Você já mostrou muito de Piacenza através de crônicas, uma mostra mais sutil. Agora, você dá outro tipo de informação, com foto, informações históricas, etc. Blogosfera é cultura!

Milton said...

Que maravilha, rapaz! No próxima passeio, me convide...

Tua cidade é linda e a idéia de um passeio fotografado e "posteado" foi muito boa. Deu-me vontade de partir para uma imitação portoalegrense...

Por que o Milton burro deixou a bicicleta na praia?

Alline said...

Que passeio delicioso! Quando eu morava na Italia adorava estes passeios em tardes frias porém ensolaradas!
Amei o tour e as belas fotos.
Ciao, ciao.

Flavio Prada said...

Com excessão da banda que já terá ido embora, acho que tenho que voltar a Piacenza pra ver as coisas que faltam. Aliás, aquela pimentinha também é especial. E o arroz de Piacenza então? A torta de ricota também não brincava em serviço. O strogonoff nem se fala, em Piacenza é o máximo. E que salames tem por lá. Ahhh

nora borges said...

Allan, que delícia de post! Finalmente o blogspot deixando a gente postar fotos, né? Por isso voltei a publicar antigos posts do Cicatrizes lá no meu baú1
Besitos

Luma Rosa said...

Caramba!! Que belo passeio!! Passear pela cidade olhando a história é como passear através do tempo. Achei lindinho o prédio com a sacada e fiquei imaginando como se sustenta toda aquela construção sobre o "alpendre". Ah, você tirou foto na primavera do Jardim de Napoleão?
Alguns dos seus posts poderiam ser republicados, mas mantendo os comentários. Só mudar a data de publicação... Eu, por exemplo, não tinha lido essa postagem.
Beijus