domingo, outubro 13, 2013

Sou um escritor

Peguei a caneta e o diário em branco e escrevi.


Não importava que ninguém pudesse ler, eu precisava apenas escrever e me sentir um escritor. Escolhi um texto conhecido de autor anônimo, ainda não estava preparado para criar e não tinha a necessidade de ser original; eu só precisava escrever. E escrevi.

Queria screver muito, apenas escrever e escrever. Escrevi sem parar, desesperado como uma tempestade. Escrevi até acabar a tinta e continuei. As folhas marcadas pela caneta vazia sulcavam as folhas seguintes. E as seguintes, as seguintes e todas as que vinham depois das seguintes, até o fim.

Obra concluída, admirei o texo, repetido e repetido:

"Eu sacudi, sacudi, sacudi, mas a formiguinha não parava de subir".
 .

8 comentários:

  1. Hahahah eu adorava essa musiquinha. Mas, brincadeiras a parte, me identifiquei. Tenho aumentado o meu interesse pela escrita e buscando melhorar sempre. Go, writers!

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  2. e escreve, Allan, eu tbem encho papeis escrevendo escrevendo...no fim jogo fora, mas consigo escrever...
    sabe gostei mutio, as vezes escrevendo com mta vontade sai otimas coisas!
    e so continuar...
    beijos

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  3. Anônimo4:53 PM

    E as vezes é só o que precisamos, escrever, escrever, simplesmente por para fora...

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  4. Anônimo8:34 PM

    tio,
    a do sapo cururu, tio. eu gosto daquela do sapo cururu.

    sapo cururuuuuu

    pedro luis

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  5. Foi assim com Carlos Drummond de Andrade: "Tinha uma pedra no meio do caminho/ No meio do caminho tinha uma pedra".

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  6. E quantas vezes não nos encontramos nesta situação? Inusitada foi a escolha do texto, rsrsrsr

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  7. Como é bom escrever. Poder expressar e transformar um papel em branco em algo belo.
    Bons fluidos.

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  8. Adoro escrever. Gostava muito de papel e caneta (nunca gostei de lápis), mas digitar é melhor. Acompanha melhor a velocidade do meu pensamento, por outro lado, a escrita te dá mais tempo de refletir, de caprichar.

    Kisu!

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