sexta-feira, novembro 23, 2012

Nas entrelinhas italianas



...A minha amiga Paola (a pronúncia é Páola, que um brasileiro pronunciaria “Paula”. Páola, Páolo; não existem Paôlas na Itália) aproveitou a deixa e exclamou:

- Esse é o problema de vocês, homens! Não entendem uma linguagem indireta.

- Ah, com certeza. No meu caso, se não falar em modo direto, corro o risco de não perceber o universo por tráz da névoa – disse eu sob o olhar conivente do Maurice.

- Por exemplo – continuou a Paola -: se eu disser que essa caneta nem escreve tão mal, vocês vão entender que escreve bem, que a caneta serve, quando na realidade eu estou dizendo que esta caneta é uma merda.

Eu e Maurice abanamos a cabeça afirmativamente, afinal, era isso mesmo que tínhamos entendido, que a caneta serve. A conversa acabou viajando rumo ao buraco negro das diferenças entre homens e mulheres e divaguei por um mistério tão obscuro quanto o universo antes do big bang: a minha (pouca) memória.

Lembrei do pastor Mark Gungor, que tornou-se famoso por seus seminários para casais. Gungor descreve, de modo particular, as diferenças entre os cérebros masculino e feminino. Achei muito cômodo concordar com Gungor e o recomendo cada vez que alguém tenta me envolver na sideral discussão homem x mulher. Se você ainda não conhece o Mark Gungor, reserve dez minutos de tempo para se divertir e assita a partir do 4º minuto deste vídeo, até o 6º minuto deste outro. (Versão em italiano).  

Não gosto de generalizações, mas me divirto com a explicação do Gungor. Também não gosto de interrogatórios (e todo interrogatório inicia com a primeira pergunta). Acontece que homens e mulheres realmente são diferentes (Aleluia!), e acontece que eu sou minoria em uma casa com três mulheres que vivem na Itália a treze anos. Me sinto confuso – às vezes – com a trajetória irregular de um simples cometário; também prefiro respostas a perguntas.

Como não poderia deixar de ser, a conversa com a Paola e o Maurice vagueou pelo espaço vazio que separa minhas orelhas, procurando uma estrela guia. Não encontrando, voltou em forma de pergunta da qual não espero resposta: E precisa mesmo escrever nas entrelinhas?
.

12 comentários:

  1. Precisar, não precisa. Mas foi assim que a gente aprendeu. como faz agora?

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  2. meu querido Allan, homens mulheres, nao sao sexos diferentes, sao raças diferentes:)))
    abraço

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  3. Agora eu entendo porque pessoal aqui na Espanha, entre eles italianos, acham que o nome do Paulo, meu marido, é Paolo!

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  4. Os homens são limitados.... kkkkkk

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. è assim mesmo, nós dizemos uma coisa,quando na verdade estamos dizendo outras,meu marido diz que o que dizemos,deve sempre ser interpretado rsrs

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  7. Anônimo2:03 PM

    tio,
    eu tenho uma amiga que se chama paôla

    pedroluis

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  8. Hehehehe, entendi, como a Paola, que a caneta era uma m...
    Não conhecia Mark Gungor e adorei os vídeos, principalmente pq agora entendo melhor meu marido:D
    As caixas separadinhas existem mesmo - hehehe!
    Justo ontem meu marido estava falando sobre como ele nunca lembra-se de nada e eu lembro-me de tudo (e nos mínimos detalhes)!
    Quanto a caixa vazia que vocês tem no cérebro, eu já desconfiava - hehehe!
    No segundo, vídeo concordo que as mulheres falam o dobro, pois pelo menos aqui em casa, tenho sempre que repetir e muitas vezes, mesmo repetindo, o Michele não me responde, pois está usando a sua caixa vazia:(
    Adorei teu post!
    Léia

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  9. Homens e mulheres sao universos diferentes onde nem mesmo nós entendemos o nosso universo...rs.

    Boa semana

    Vou la assistir ao video.

    Abracos

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  10. Anônimo7:16 PM

    Caro Allan, mesmo incapaz de entender as mulheres, não me desespero, pois há muito tempo, de acordo com minhas limitações, contento-me em respeitá-las,amá-las e serví-las. E até que tem sido bom.
    Manoel Carlos

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  11. Estou assistindo a seqüencia dos videos aos pouco. Já ri muito por aqui.

    Vc sabe, minha semana é super agitada, rs.

    Nas horas vagas, ai assisto tudo.

    Abracos

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  12. claro que nao precisa, querido. mas a gente nem percebe que está fazendo isso.

    Vejo as minhas filhas adolescentes dizendo sim quando querem dizer não, dizendo não que na verdade significa sim, e quero me jogar da janela ( ou jogar uma das duas, o que seria mais produtivo). E lembre-se que eu sou mulher. se fosse homem, já teria me atirado há anos...kkk

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