A Itália vista por um brasileiro. As diferenças culturais, descobertas e sabores, com uma pitada de bom humor (às vezes).
Sunday, March 25, 2007
Frutas Secas
Experimente criar pratos com frutas secas. Não se sinta mal se não conseguir encontrar pinoli facilmente ou se tiver que pagar caro quando o achar. Custa caro por aqui, também. Substitua-o por castanha de caju torrada adicionada na hora, para não desmanchar, ou por pistache, por exemplo.
Scalopine alla salsa di mandorle – para duas pessoas
260 g. de coxão mole (chã de dentro), de preferência de vitelo;
Farinha de trigo;
50 g. de amêndoas sem pele;
½ copo de vinho branco;
Manteiga;
Sal;
Pimenta do reino branca.
Corte as amêndoas pedaços grandes e reserve. Limpe a carne, corte em fatias finas e faça pequenos cortes nas bordas. Passe a farinha nos dois lados da carne e frite, junto com as amêndoas, em uma frigideira com manteiga. Adicione o vinho e faça evaporar em fogo alto. Adicione o sal e a pimenta do reino. Sirva com batatas rosti ou assadas.
Fruta ou sorvete como sobremesa, mas o de creme não combina.
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Friday, March 16, 2007
O Poder Coercivo Do Estado
– Dotô, cheguei da Sicília
–
– Parece
–
– Sei
– Vai
– Num pode
–
–
–
– E
–
–
– Pode,
– DOTÔ!
–
– E se
–
– E
–
Wednesday, March 07, 2007
Leitora
Loredana é uma daquelas leitoras
Na
Ao
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Friday, March 02, 2007
Resultados da pesquisa
Vamos aos resultados.
Responderam a pesquisa:
Pelo blog – 6
Por e-mail – 21
Por telefone – 1
Total – 28
1) Por que você decidiu vir morar fora?
(Considerando todas as respostas):
Por amor – 25
Para estudar – 3
Por melhor qualidade de vida – 15
Principalmente para fugir da violência do Rio – 1
2) Que tipo de dificuldades ou de facilidades você enfrentou para arranjar casa?
Nenhuma, o parceiro ou parceiro já possuía – 22
Alguma, apesar do parceiro ou parceira já morar aqui – 1
A escola ofereceu moradia quase de graça – 1
Morou com brasileiros até se virar sozinho ou sozinha – 4
3) Você precisou mudar de profissão para se adaptar? O que precisou fazer?
O que fazia no Brasil – o que faz na Itália:
Secretária executiva – trabalha com o marido na loja dele – 3
Secretária executiva – mãe e esposa – 1
Psicólogo/a – associação cultural – 1
Revisor/a de textos – redator/a de sites para idosos e assistentes – 1
Engenheiro/a de software – engenheiro/a de software – 2
Estudante de comércio exterior – estagiário/a – 1
Vendedor/a – vendedor/a – 2
Vendedor/a – pintor de parede – 3
Vendedor/a – garçon/garçonete – 3
Nutricionista – cozinheiro/a – 1
Designer – designer – 1
Pequeno/a empresário/a – cozinheiro/a – 2
Pequeno/a empresário/a – instalador/a de antenas e pequenos serviços – 1
Pequeno/a empresário/a – tradutor/a de inglês – 1
Médico/a – médico/a – 2
Médico/a – tradutor/a de inglês – 1
Manicure – manicure – 2
4) Qual foi o maior impacto positivo dessa mudança?
(Considerando todas as respostas):
Qualidade de vida e segurança – 8
Ter uma família – 6
Maiores oportunidades para os filhos – 3
Educação dos filhos – 5
Viver um grande amor – 4
Viver em um país rico de cultura e história – 3
Gastronomia – 4
Vinhos – 1
Ser bem recebido/a – 3
5) E o negativo?
(Considerando todas as respostas):
Obtusidade e provincianismo – 9
A recomendação no trabalho, o QI (Quem Indicou?) – 7
Preconceito – 11
Isolamento social – 1
A dificuldade em adaptar-se – 9
Frustração profissional – 12
Mal atendimento nas repartições públicas – 8
Saudades – 23
A você que participou, muito obrigado. Quando vier a Piacenza lhe pago um café.
:)
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Saturday, February 24, 2007
Grandes Mistérios do Universo
Aos
1)
2)
3)
4)
5) E o
Grazie.
Friday, February 23, 2007
Eolo
A central energética contará com dez torres de aço de 80 metros e cada uma ocupará 150 metros quadrados de terreno. Cada moinho (ou rotor) medirá 72 metros de diâmetro e, juntos, produzirão 60 milhões de Kilowatt por ano, energia suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.
Para convencer os pouco mais de 500 moradores de Ciorlano, o prefeito organizou uma excursão a Albanella, na vizinha província de Salerno. Lá os ciorlani puderam constatar que os rotores de nova geração produzem pouco rumor e que os cabos que conduzem a energia à central são enterrados, o que reduz substancialmente as emissões eletromagnéticas. Com a nova usina, a Campania passará a contar com 216 fazendas de vento, sendo a região italiana que mais investe nesse tipo de energia alternativa.
A WWF italiana e a Legambiente assinaram um protocolo com a associação dos produtores de energia eólica, para garantir que nenhuma instalação virá a ser construída nas rotas dos pássaros migratórios, as maiores vítimas desse tipo de usina. O prefeito de Ciorlano, o médico Silvio Vendettuoli, tem em mãos um estudo da Universidad de Madrid, que registrou 7250 pássaros mortos por 400 torres eólicas instaladas em Salajones, Izco, Alaiz, Guerinda e El Perdon, na Espanha.
Assim como as usinas hidrelétricas, as fazendas de vento também são consideradas fontes alternativas limpas, por não produzirem resíduos poluentes. Isso permite à empresa de energia vender a eletricidade ao concessionário público local e à rede nacional, que são obrigadas a produzir, a partir de fontes renováveis, parte da energia gerada.
Apesar do impacto ambiental inicial e das consequências à fauna e flora, a energia eólica não produz resíduos tóxicos nem contribui para o aquecimento global. Integrado aos incentivos ficais que o governo italiano oferece para implantar projetos individuais de energia alternativa, as fazendas de vento são a solução às empresas e residências já existentes, oferecendo a possibilidade de reduzir o consumo de combustíveis fósseis não apenas a novos projetos, mas de mudar a situação existente.
Ao que parece, a região Campania está disposta a transformar essa história de fontes renováveis de energia em algo mais que simples palavras ao vento.
Via Diario.
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Sunday, February 18, 2007
Troglodita Esporte Clube
Certa vez escrevi sobre a operação de guerra que é a chegada de uma torcida organizada na cidade, com direito a vagão de trem e ônibus blindados e grades nas janelas. Aqui o futebol é a razão de vida de muita gente. Há poucos dias acabou virando, também, a razão de morte para alguns.
Parece que a diversão dos torcedores mais entusiasmados não é assistir a partida, mas a possibilidade de espancar outros torcedores e agentes de polícia impunemente. No início de Fevereiro o copo transbordou: mataram um policial com um pedaço de cano retirado de um banheiro. Cacos de pias e de vasos sanitários também foram usados como armas. Campeonato suspenso por uma semana; uma lei mais severa contra a violência nos estádios; estádios com as portas fechadas até que estejam com todos os equipamentos de segurança em ordem e um rapaz de dezessete anos na cadeia. Só deixaram de fora os jornais esportivos que alimentam a rixa.
Dias antes uma outra vítima fatal, mas daquela vez fora por uma briga entre dois times. As cenas de violência nos estádios se repetem semanalmente, de norte a sul do país. Uns dois ou três anos atrás jogaram um scooter de uma arquibancada lotada. Levar uma lambreta lá em cima não pode ter sido distração. Nem parece o mesmo país das torcidas pacificamente misturadas nos jogos de rugbi aplaudindo as belas jogadas, mesmo as do time adversário.
O garoto que matou o policial jogava rugbi. Ele não estava sozinho; o batalhão não estava lá só por causa dele, mas será ele, sozinho, quem pagará a conta desse tipo de divertimento besta, que é mais ou menos como incendiar índios e mendigos. Como os índios por aqui andam escassos…
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