A Itália vista por um brasileiro. As diferenças culturais, descobertas e sabores, com uma pitada de bom humor (às vezes).
Wednesday, February 14, 2007
Meme das 3 atitudes ecoconscientes
Eis as minhas:
1) Luz artificial. Tenho aversão pelo uso indiscriminado e por desperdício de energia. Ligo o aquecedor do escritório meia hora depois de chegar e desligo meia hora antes de sair. O mesmo vale para ar-condicionado. Apago todas as luzes desnecessárias, inclusive nos escritórios dos colegas. O interruptor que acende a luz das escadas do prédio também a apaga, depois que se entra em casa. Tv acesa sem ninguém assistindo? Nem pensar!
2) Uso corretamente a coleta diferenciada do lixo e ensino aos amigos como agir. Poucos sabem que o saco de lixo distribuído pela prefeitura serve exclusivamente para material não contaminado por resíduos orgânicos. A caixa da pizza, a embalagem do leite ou a lata de molho de tomate não podem ir parar ali. A empresa que recicla esse material desconsidera o saco que possua lixo comum. O saco serve, na realidade, para pouca coisa: papel de qualquer espécie (jornal, envelopes, embalagens sem resíduos orgânicos, etc.), plástico, isopor, roupas, metais e outras poucas coisas mais.
3) Plantar árvores ou plantas. Por onde quer que eu vá, dou um jeito de plantar uma árvore. Nos fundos da empresa plantei duas figueiras. Uma já produz. Uma árvore a mais só ajuda, além de tornar o ambiente mais agradável. Tenho, inclusive, algumas árvores plantadas que nunca verei, mas mesmo assim posso gozar da sensação do dever cumprido.
Para funcionar, esse tipo de corrente precisa ser passado para pessoas que o mandarão para frente. As três pessoas a quem passo a bola são: a turma do Madureiras (podem participar todos, tá?); o geógrafo Ricardo Safra; a cara Georgia.
Propaguem essa idéia. Caso queira participar espontaneamente, vá em frente.
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PS - tem post novo no Faça a Sua Parte.
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Wednesday, February 07, 2007
Provincianismos
A Itália
Os
No
No
À
Tuesday, February 06, 2007
Nova Ordem
Não sou cientista. Sou apenas um pai de família assustado com as perspectivas ambientais, que prefere participar do esforço conjunto em manter o planeta em que vivemos, em vez de cruzar os braços esperando que alguém o faça por mim. Sei que pode parecer ingenuidade, mas realmente acredito que a soma de pequenas ações podem fazer diferença. Após ler sobre as afirmações do Paul Kring, diretor da campanha “One Planet Living”, do WWF britânico, me sinto muito menos ingênuo. Aliás, vale a pena ler todas as matérias desta edição especial da BBC.
E eis que surge a questão: como conciliar a atual ordem econômica mundial com as mudanças necessárias? Se alguém tiver a resposta, deixe um comentário em letra de forma.
Para sobreviver, as empresas necessitam vender sempre e mais. Há uma guerra para descobrir novas necessidades e transformá-las em produtos, que logo serão substituídos por modelos mais inovativos, criando um ciclo vicioso e perigoso do qual não conseguimos escapar. Somos consumidores. Jamais acessei o Orkut e talvez só por isso ele não me faz falta. Mas já não sei viver sem internet, fax e celular. Tenho procurado consumir alimentos de estação produzidos localmente, pois sei que isso incentiva os agricultores locais, reduz quilômetros de transportes e poluição e ainda mantém o cinturão verde em torno da cidade. Mas é impossível agir assim com tudo. O que fazer?
As empresas não sobreviverão ao planeta, assim como é utópico projetar um mundo sem empresas. Pelo menos por mais um bocado de anos. A saída é conciliar as duas partes e buscar alternativas que reduzam o impacto do atual processo industrial. Como? Bom, a idéia das pequenas ações pode ser ampliada. Ou melhorada. O consumo responsável penaliza quem polui ou não respeita o meio-ambiente. Mas é preciso que o consumidor faça a sua parte. E o consumidor somos nós. Temos o hábito de não ler etiquetas e de dar pouca importância aos certificados de manejo sustentável dos produtos que consumimos. Exigimos das empresas responsabilidade social mas nos esquecemos de verificar como agem as empresas que produzem o pão-nosso de cada dia. Pois bem, a responsabilidade social é nossa, também. Ou as nossas exigências perdem valor. Se nos empenharmos, podemos criar as condições necessárias para uma verdadeira revolução do sistema produtivo que chamamos “modelo econômico”.
Só para citar um exemplo de que não vale a pena esperar pelo tal líder carismático, um cidadão italiano escreveu uma carta com uma sugestão ao seu deputado, após ler uma reportagem. Como a idéia não era das piores, a sugestão acabou virando lei, em 2006, e o resultado é que a partir de 2010 os sacos de compras dos supermercados italianos não poderão usar o polietileno como matéria-prima, mas deverão ser produzidos com material biodegradável a partir do milho. Outros países europeus já estão adotando a proposta. Consumidor e revolucionário.
Estou doido para começar a ler coisas mais amenas sobre o futuro da Terra.
* Publicado contemporaneamente no Faça a Sua Parte
Wednesday, January 31, 2007
Ficha Técnica
Nascimento:
Boas
Longas
Post scriptum - Frases que se completam:
"A longo prazo estaremos todos mortos." (John Maynard Keynes)
"Todos precisam crer em algo. Creio que vou tomar outra cerveja." (Grouxo Marx)
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Sunday, January 28, 2007
Alcachofras
Comece liberando as alcachofras das folhas externas e do talo, deixando apenas uns cinco centímetros e corte as pontas das folhas. Se a idéia é fazer uma massa, corte a base das folhas para retirar o “feno” sobre o coração, pois este tem um sabor pouco agradável. Se a alcachofra for ao forno ou cozida com água e sal para ser consumida desfolhando-a, deixe-a inteira. Coloque a alcachofra em uma tigela com água e limão ou um pouco de vinagre e deixe descansar por meia hora, qualquer que seja a receita.
Massa com alcachofra (para 6 pessoas)
450 g. de massa (bucatini ou farfalla);
12 azeitonas pretas;
1 colher de vinagre;
2 dentes de alho;
6 alcachofras pequenas e tenras;
Salsinha;
Azeite de oliva; sal; pimenta do reino.
Corte em fatias finas as alcachofras já limpas; esmague, sem desmanchar, os dentes de alho e leve ao fogo em uma frigideira larga as alcachofras e o alho com um pouco de azeite. Mexa com uma colher de pau sem deixar a alcachofra fritar demais ou endurecer. Junte o sal e a pimenta do reino, as azeitonas cortadas em fatias e a salsinha batidinha. Deixe refogar e retire o alho. Reserve. Cozinhe a massa com água e sal e escorra pouco antes do ponto “al dente”. Despeje a massa em uma tigela e adicione a alcachofra. Sirva em seguida.
Risotto ai carciofi (para 4 pessoas)
350 g. de arroz arborio ou carnaroli;
3 alcachofras tenras;
1 cebola média;
2 dentes de alho;
Salsinha;
1 litro de caldo de carne;
½ copo de vinho branco;
50 g. de manteiga:
Parmigiano Reggiano ralado;
Azeite de oliva; sal; pimenta do reino.
Corte as alcachofras em pedaços e leve-as ao fogo em uma frigideira grande com os dois dentes de alho esmagados. Adicione a pimenta do reino e meio copo d’água; abixe o fogo, cubra a frigideira e deixe cozinhar por dez minutos. Em uma caçarola refogue a cebola em cubinhos com um pouco de azeite. Junte o arroz, deixe fritar e vá adicionando o vinho aos poucos, mexendo sempre. Quando o vinho evaporar, retire o alho da alcachofra e junte-a ao arroz. Vá adicionando o caldo de carne fervendo (brodo) aos poucos e não pare de mexer. Adicione e prove o sal. Quando o arroz estiver cozido, apague o fogo, adicione a salsinha batidinha, a manteiga e o queijo ralado. Misture bem e sirva.
Ócio com alcachofras (para quantas pessoas queiram dividir o ócio)
Alcachofras;
Cebola;
Farinha de rosca;
Manteiga;
Limão;
Azeite de oliva; sal; pimenta do reino.
Passe a cebola na água fervendo e corte-a em cubinhos. Em uma tigela, coloque a cebola fervida, um pouco de suco de limão, sal, pimenta do reino e azeite de oliva. Misture bem e divida em cumbucas pequenas.
Em uma frigideira, coloque a farinha de rosca e deixe aquecer. Junte uma pitada de sal, a manteiga e misture para obter uma pasta húmida.
Cozinhe as alcachofras com água, sal e limão. Sirva as alcachofras ainda quentes e vá desfolhando-as, molhando as folhas no molho de cebola ou passando na farinha de rosca antes de comer. Vá bebericando um vinho honesto e divagando sobre as dificuldades que as pessoas criam para proteger os próprios corações.
E lembre-se: para atingir o coração das alcachofras é preciso técnica e cuidado. Já para atingir o coração das pessoas não existe uma única receita, mas pode passar pelo estômago.
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Wednesday, January 24, 2007
Selo, Selinho, Selão
Copie e cole um dos selos no seu blog, site ou pinte uma camiseta. Ou, simplesmente, faça a sua parte.
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Saturday, January 20, 2007
Piacenza, 25 ºC
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