Wednesday, January 31, 2007

Ficha Técnica

Nome: Allan (a pronúncia é állan, allan, Allan);

Idade: trinta e uns (na realidade, alguns);

Nascimento: Sim;

Residência: Piacenza, Itália;

Signo: Sagitário e porco. Mas também tem uma árvore , no horóscopo escocês, irlandês ou sei de onde, mas que não faz diferença por que eu não dou bola para essas coisas;

Times: Flamengo, no Rio; Vitória, em Salvador e Milan, na Itália. Nos anos em que morei em São Paulo não torcia para nenhum time paulista por dois motivos: é muito próximo do Rio e dá para acompanhar o campeonato carioca e em Sampa não tem nenhum time rubro-negro;

Vícios: poucos, mas o que eu mais gosto é de fumar um bom charuto; caminhar silenciosamente na neblina e rir com os sustos alheios;

Cerveja: Weisteiner, mas hoje, que amanhã é outro dia;

Vinhos: Brunello di Montalcino ou um bom Barolo, como tintos; Verdicchio;

Novas paixões: Luiza e Bianca; Roma (a cidade);

Boas lembranças: Portela; a casquinha de siri do Fiorentina, no Leme; os biscoitos de cuspe Globo com mate gelado no Posto 5; fogareiro Jacaré; madrugadas aquecidas no bar Óbvio, em Sampa; um LP de missa luba; a Baía de Todos os Santos vista do Lacerda;

Longas paixões: Eloá; água de coco ( para não deixá-la sozinha);

Esportes: judo, box e capoeira, um tempo; caminhar e bicicleta, hoje; chapinhar pedras n’água, sempre;

Pecado capital mais praticado: gula;

Imagem: o falso calmo;

Qualidades: paciência (se é com qualidade, uma basta);

Defeitos: de quanto tempo você dispõe?

Prato preferido: não tenho pratos preferidos, mas fiquei com vontade do spaghetti alio, olio e peperoncino da Eloá; churrasco; quem sabe uma feijoada

Doces: os que eu faço (quem for ao Embu, prove o strudel do Cláudio. Fomos sócios por alguns anos); os que a Eloá faz; os que eu encontrar; chocolate; torrone;

Aversão: perfumes e odores fortes; som alto fora da Avenida 7.

Post scriptum - Frases que se completam:

"A longo prazo estaremos todos mortos." (John Maynard Keynes)

"Todos precisam crer em algo. Creio que vou tomar outra cerveja." (Grouxo Marx)

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Sunday, January 28, 2007

Alcachofras

Escolha com calma, considerando o prato a ser feito. As alcachofras são muito diferentes e cada uma serve a um prato específico. Ou, se preferir, cada prato pede a alcachofra certa. Aquelas imensas, com a casca dura e com espinhos cheios de personalidade, deixa para quando for fazer ao forno. Os espinhos servem, assim como nas pessoas, para proteger o coração. Acontece que ir desfolhando aos poucos, até descobrir completamente o coração pode ser a parte mais interessante. Assim como com as pessoas. Mas existe a alcachofra sem espinhos, que na Itália se chama mamole. E as plantas colhidas ainda pequenas, com folhas tenras e que não desenvolveram completamente os espinhos. Use essas últimas para as massas e risotos. As mamoles são mais fáceis de destrinchar mas têm um sabor muito mais delicado. Normalmente não entram na lista de compras aqui de casa.

Comece liberando as alcachofras das folhas externas e do talo, deixando apenas uns cinco centímetros e corte as pontas das folhas. Se a idéia é fazer uma massa, corte a base das folhas para retirar o “feno” sobre o coração, pois este tem um sabor pouco agradável. Se a alcachofra for ao forno ou cozida com água e sal para ser consumida desfolhando-a, deixe-a inteira. Coloque a alcachofra em uma tigela com água e limão ou um pouco de vinagre e deixe descansar por meia hora, qualquer que seja a receita.

Massa com alcachofra (para 6 pessoas)
450 g. de massa (bucatini ou farfalla);
12 azeitonas pretas;
1 colher de vinagre;
2 dentes de alho;
6 alcachofras pequenas e tenras;
Salsinha;
Azeite de oliva; sal; pimenta do reino.

Corte em fatias finas as alcachofras já limpas; esmague, sem desmanchar, os dentes de alho e leve ao fogo em uma frigideira larga as alcachofras e o alho com um pouco de azeite. Mexa com uma colher de pau sem deixar a alcachofra fritar demais ou endurecer. Junte o sal e a pimenta do reino, as azeitonas cortadas em fatias e a salsinha batidinha. Deixe refogar e retire o alho. Reserve. Cozinhe a massa com água e sal e escorra pouco antes do ponto “al dente”. Despeje a massa em uma tigela e adicione a alcachofra. Sirva em seguida.



Risotto ai carciofi (para 4 pessoas)
350 g. de arroz arborio ou carnaroli;
3 alcachofras tenras;
1 cebola média;
2 dentes de alho;
Salsinha;
1 litro de caldo de carne;
½ copo de vinho branco;
50 g. de manteiga:
Parmigiano Reggiano ralado;
Azeite de oliva; sal; pimenta do reino.

Corte as alcachofras em pedaços e leve-as ao fogo em uma frigideira grande com os dois dentes de alho esmagados. Adicione a pimenta do reino e meio copo d’água; abixe o fogo, cubra a frigideira e deixe cozinhar por dez minutos. Em uma caçarola refogue a cebola em cubinhos com um pouco de azeite. Junte o arroz, deixe fritar e vá adicionando o vinho aos poucos, mexendo sempre. Quando o vinho evaporar, retire o alho da alcachofra e junte-a ao arroz. Vá adicionando o caldo de carne fervendo (brodo) aos poucos e não pare de mexer. Adicione e prove o sal. Quando o arroz estiver cozido, apague o fogo, adicione a salsinha batidinha, a manteiga e o queijo ralado. Misture bem e sirva.



Ócio com alcachofras (para quantas pessoas queiram dividir o ócio)
Alcachofras;
Cebola;
Farinha de rosca;
Manteiga;
Limão;
Azeite de oliva; sal; pimenta do reino.

Passe a cebola na água fervendo e corte-a em cubinhos. Em uma tigela, coloque a cebola fervida, um pouco de suco de limão, sal, pimenta do reino e azeite de oliva. Misture bem e divida em cumbucas pequenas.

Em uma frigideira, coloque a farinha de rosca e deixe aquecer. Junte uma pitada de sal, a manteiga e misture para obter uma pasta húmida.

Cozinhe as alcachofras com água, sal e limão. Sirva as alcachofras ainda quentes e vá desfolhando-as, molhando as folhas no molho de cebola ou passando na farinha de rosca antes de comer. Vá bebericando um vinho honesto e divagando sobre as dificuldades que as pessoas criam para proteger os próprios corações.

E lembre-se: para atingir o coração das alcachofras é preciso técnica e cuidado. Já para atingir o coração das pessoas não existe uma única receita, mas pode passar pelo estômago.

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Wednesday, January 24, 2007

Selo, Selinho, Selão

Agradecimentos especiais ao André Kenji. Foi ele quem fez a arte do selo para o blog.

Copie e cole um dos selos no seu blog, site ou pinte uma camiseta. Ou, simplesmente, faça a sua parte.

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Saturday, January 20, 2007

Piacenza, 25 ºC

Sexta-feira, 19 de janeiro de 2007. Meio-dia e meia e o calor e céu limpo me fazem lembrar um personagem de Andrea Camlleri. Sento na mesinha fora e peço uma cerveja; tenho preguiça de ler o jornal. Não tem nenhuma notícia boa e prefiro informar-me pelo rádio do carro que acaba de estacionar, ou através dos comentários dos outros clientes. Acendo um charuto e tomo calmamente a cerveja. Do Outro lado da rua uma senhora redonda aguarda o ônibus. Ela não tem certeza se a observo ou se leio o jornal sobre a mesa; me fixa insistentemente. Finjo ler. “Nós pensamos nisso”. O motorista toma o seu café dentro do bar e sairá quando faltarem dois minutos para a partida do ônibus.

O rádio está sintonizado numa estação que dispara notícias e comentários. Quem precisa de jornal? Karem Amer, de 22 anos foi preso no Egito por ter escrito em seu blog palavras consideradas ofensivas à reputação do Estado daquele país. Havia criticado a discriminação sexual e religiosa. Na Tunísia, Zouhair Yahyaoui foi torturado para fornecer a senha do site onde publicara um questionário irreverente sobre o presidente Zine Abidine ben Ali. No Irã, diversos blogueiros foram presos e acusados de insultar o Líder Supremo. Guillermo Farinas, jornalista independente em Cuba, foi preso após reivindicar o direito de livre acesso à internet. Tenho a impressão de que o jornalista da rádio vive o dilema de proclamar a liberdade de informação e o regozijo pelo castigo aos que tentam usurpar-lhe o ganha-pão. “Nós pensamos nisso”.

A senhora do outro lado da rua parece ter-se convencido das minhas mangas curtas e tira o casaco. Há a pressão psicológica para usar casacos, luvas e cachecol no mês de janeiro e é difícil liberar-se. “Nós pensamos nisso”. Alguém fala sobre os efeitos do furacão Kyrill no Norte da Europa. Furacão? Que furacão? O dia ensolarado e quente pega todos de surpresa e muda costumes. Há alguns dias a temperatura vinha subindo e ficava em torno dos dezoito graus, muito acima da temperatura média do inverno italiano. Exatamente um ano atrás havia caído 50 centímetros de neve. Toda semana os meteorologistas afirmam que o inverno finalmente chegará e que a neve irá cair no dia seguinte, em algumas regiões. Mas a primavera resiste e eu peço outra cerveja.

O motorista sai do bar, me cumprimenta e comenta: “bella giornata!Tiro os óculos escuros, concordo com a sua observação e respondo com um sorriso ao aceno da senhora redonda no ponto do ônibus. Partem o ônibus e o carro com o rádio ligado. Folheio o jornal e conto dez páginas com a campanha do Governo para amenizar as críticas ao plano econômico. “Nós pensamos nisso” é o slogan com o qual tentam justificar cortes e mudanças de alocação de recursos. Da janela do ônibus a passageira solitária sorri sozinha. Fico para terminar calmamente minha cerveja, divagando sobre as dificuldades de ser meteorologista e governo neste país.

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Fai La Tua Parte

Se sei preoccupato per i cambiamenti climatici degli ultimi anni, se ti senti impotente davanti alle prospettive ambientali e hai l'impressione che la fanteria non verrà ad aiutarci; se ti piacerebbe fare qualcosa, ma non sai come iniziare o non hai la certezza che le tue azioni saranno utili, ma sei disposto a fare qualcosa di importante, adotta il tuo pianeta. E' semplice:

Fai la tua parte


Salva
la tua vita.

Questa è una campagna volontaria, pubblica e internazionale.

Non ha sponsor ne proprietari; è tanto mia quanto tua e inizia ora. Non aspettare inviti o intimidazioni. Sei tu chi decide.

Scopri cosa puoi fare per aiutare il pianeta. Chiudi il rubinetto quando ti lavi i denti o ti fai la barba; lascia la macchina in garage e usa i mezzi pubblici; spegni il climatizzatore un’ora prima; non comprare prodotti di un’azienda che inquina; compra, invece del tonno sott’olio, il pesce fresco; non mischiare rifiuti organici e inorganici e controlla se il sistema di riciclaggio della tua città funziona; svolgi attività all’aria aperta con i tuoi alunni; scopri come sostituire i contenitori usati dalla tua azienda con altri in materiali riciclati e biodegradabili; divulga questa campagna attraverso il giornale, la radio o la TV dove lavori e informa periodicamente circa i risultati; accendi solo la metà delle luci del tuo ufficio e della tua casa; crea un programma anti inquinamento. Infine, c’è sempre qualcos’altro da fare.

Invita la tua associazione, la tua comunità, i tuoi amici a scoprire come possiamo salvare la Terra con piccole o grandi azioni, facendo il possibile. Partecipa, incentiva, divulga, ma non aspettare niente e nessuno.

Fai la tua parte.

Allan Robert P.J.

http://cartadaitalia.blogspot.com

PS – Questo testo può essere copiato, tradotto, stampato e divulgato con qualsiasi mezzo, senza autorizzazione, salvo per scopi commerciali.

Wednesday, January 10, 2007

Adote O Seu Planeta

Lendo um post da Lúcia Malla sobre o aquecimento global, descobri que escrevíamos sobre as mesmas preocupações. Empolguei-me e sugeri fazermos algo juntos, minutos antes que a Ana Paula fizesse o mesmo. O resultado é uma campanha que está nascendo. Se você quiser participar, estamos necessitando de alguém que crie os selos da campanha e de gente disposta a fazer alguma coisa. Você decide o quê.


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Se você anda preocupado com as mudanças climáticas dos últimos anos, se se sente impotente diante das perspectivas ambientais e também tem a impressão de que a cavalaria não virá para nos ajudar; se gostaria de poder fazer algo mas não sabe por onde começar, não tem a certeza de que as suas ações causariam efeito mas está disposto a fazer algo realmente importante, adote o seu planeta. É simples assim:
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Salve a sua vida.
Esta é uma campanha voluntária, popular e internacional. Não tem patrocinador nem proprietário; ela é tão sua quanto minha e começa agora. Não espere convite ou intimação. É você quem decide.

Descubra o
que você pode fazer para ajudar a salvar o planeta. Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba; deixe o carro na garagem e use mais o transporte coletivo; desligue o ar-condicionado uma hora antes; não compre produtos da empresa que polui; troque o atum em lata por peixe fresco; exija que a prefeitura da sua cidade adote um programa eficaz de reciclagem de lixo e controle se ele realmente funciona; desenvolva atividades ao ar livre com seus alunos; descubra como substituir as embalagens da sua empresa por material reciclado e biodegradável; divulgue a campanha no jornal, rádio ou tv onde você trabalha e informe os resultados periodicamente; use somente metade das lâmpadas do escritório e da sua casa; desenvolva um equipamento anti-poluente. Enfim, tem sempre alguma coisa que pode ser feita.

Convide a
sua associação, a sua comunidade ou seus amigos a descobrirem como podemos salvar a Terra com pequenas ou grandes ações, cada um fazendo o que for possível. Participe, divulgue e incentive, mas não espere por ninguém.

Faça a
sua parte.
Allan Robert P. J.
PS – Este texto pode ser copiado, traduzido, impresso e divulgado em qualquer meio sem prévia autorização, exceto para fins comerciais.
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