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Sunday, January 31, 2010

Domingo paulistano

A meteorologia previa sol, mas às seis e meia ainda era noite. Às sete horas a neve começou a cair. Não resisti e desci para fotografar o largo em frente de casa, coberto por um manto branco de uns cinco centímetros. Mas era só o início e voltei para casa tiritando sob os 10 graus negativos. Rapidamente os tratores apareceram e começaram a limpar o asfalto, seguidos pelos caminhões que jogam sal pelas ruas, calçadas e canelas de quem se aventurar a sair naquele momento.

Tratores e máquinas de todos os tamanhos limpavam a cidade enquanto a manhã escorria preguiçosamente pelos sofás, em canecas de café, copos de chocolates quentes, brioches e movimentos lentos.

Às onze, onze e quinze, criei coragem e saí para fumar e buscar o meu jornal. A cidade era outra. O sol que brilhava derretia a neve que tinha dado trabalho horas antes. Alguns telhados ainda exibiam uma fina camada de neve, que em algumas árvores já haviam desaparecido, formando contrastes, refletindo luzes e cores opacas. No centro da cidade, as cores quentes das casas alegravam um domingo que me fez lembrar São Paulo, com seus dias malucos de quatro estações num dia só.

Voltei para casa, toco de charuto na mão, um resíduo de café na boca e o ar distraído de quem lê o jornal pela rua, caminhando sob o sol e uma temperatura de 4 graus, 14 graus acima da primeira foto.














































































































Sunday, January 24, 2010

Nebbia

A neve derreteu completamente e ainda não voltou a cair. A terra readquiriu seu marrom natural, algumas plantas resistem verdes e em dias de sol há cores. Mas o inverno assumiu uma aparência inédita. Ao menos nesses últimos dez anos. A neblina tornou-se uma constante - o que não chega a ser uma novidade - e com a temperatura sempre abaixo do zero, a neblina congela. Se preferir, chame de geada.

Nas fotos que seguem, nem sombra de neve. É tudo neblina congelada. A grade do estacionamento é verde de um lado e branca do lado que sopra o vento, assim como as árvores que mantem as folhas durante o inverno. Árvores e arbustos secos pintados de branco neblina.

No dia seguinte, tudo acabado. O sol repintou tudo com a luz opaca do inverno, deixando de boca aberta quem não aproveitou a oportunidade de tirar uma foto sequer.












































































Sunday, January 10, 2010

Pneus de neve - II

O problema é que não existe a versão de Inverno para os sapatos. Quer dizer, existem aqueles forrados, cano longo e até impermeáveis, mas corre-se sempre o risco de escorregar na neve congelada, que também atende pelo nome de gelo. A não ser nas montanhas, onde usar um calçado de escalador não é visto como bizarro.

Pelas ruas das cidades as pessoas vão driblando a neve que virou lama e que encharca sapatos e meias – inclusive aqueles impermeáveis e de cano longo –, mas o segundo maior medo é o de ser ultrapassado pelo caminhão que, com um disco giratório a 50 centímetros do chão, espalha sal pelas ruas e praças. O sal nas canelas geladas dói mais que a saudade de um dia na praia. O primeiro medo de todo italiano no Inverno é escorregar na rua. A cena é sempre hilariante, com a vítima que atinge o chão completamente na horizontal. Dor, vergonha, roupas encharcadas e um frio na alma. Noutro dia uma moça tentava ajudar a mãe idosa esparramada no meio da praça. A filha ria tanto que caiu sentada às gargalhadas, sob o olhar fulminante e dolorido da senhora. Nem a notícia de que a mãe havia quebrado a perna diminuiu as risadas da moça. E lá se foi a ambulância com mais duas vítimas do gelo aumentar as estatísticas.

Prefiro voltar para casa com pés gelados e sapatos molhados que com uma fratura: caminho sempre sobre a neve intacta ou aquela já derretida. Não confio em pavimento aparentemente limpo. Quem sabe se inventasse um sapato com a borracha dos pneus…?

Wednesday, January 06, 2010

Pneus de neve
































Fez frio, nevou. Depois, a temperatura subiu até 14 graus e a chuva derreteu toda a neve. Nevou de novo, mas logo virou chuva outra vez. Gastei 256 euros para comprar pneus de neve e ainda não pude fazer aquele sorriso superior aos que insistem em usar pneus normais durante o Inverno. Sabe aquele sorrisinho tipo Mr. Bean? Está guardado no porta-luvas.

A borracha dos pneus invernais, também chamados de pneus térmicos, torna-se mais mole com a temperatura baixa, ao contrário dos pneus normais que endurecem com o frio. Além disso, pneus invernais possuem mais ranhuras que os normais. Com o amolecimento da borracha, funcionam como patas de camelos na areia [imagem antagônica proposital], aderindo mais facilmente sobre o pavimento gelado ou molhado. Em caso de neve, o uso é obrigatório. Exceção feita a quem prefere montar correntes de neve nos pneus, que usei anteriormente e não gostei do resultado: Dá uma trabalheira para montar e desmontar; deve ser montada antes de sair de casa – é óbvio!; oferece menos aderência e menos segurança que os pneus invernais; danificam os pneus se usados em trechos mistos, com e sem neve.

Mas o Inverno começou agora. Mais um pouco e não terei como segurar aquele sorriso maroto.

Saturday, February 14, 2009

Thursday, January 15, 2009

Telhados Brancos

Este é o nosso décimo inverno na Itália. Lembro de uma manhã de terça-feira de janeiro de 2000, quando, saindo para levar as meninas à escola – logo ali, na esquina – reparei que não fazia tão frio quanto nos dias anteriores. No termômetro -12 ºC. Bem mais quente que os -21 ºC da segunda-feira. Depois daquele ano, nunca mais o inverno foi tão frio. As pessoas comentavam que já não mais nevava em novembro, e que as estações de esqui corriam o risco de falirem. Não sei o que aconteceu, mas o Senhor Inverno voltou. Foram só seis dias de sol, desde os primeiros dias de novembro até hoje. Pouca chuva, muita neblina, neve em quantidade cinematográfica e estações de esqui superlotadas.

Quarta-feira, 24 de dezembro, começou a maratona das festas de fim de ano (sem contar Santa Luzia, dia 14, que não é feriado e 8 de dezembro, esse, sim, feriado nacional); sexta-feira, 26 foi feriado, dia de Santo Estêvão. Depois, sábado e domingo e na quarta-feira seguinte já era 31 de dezembro – Capodanno – com quinta-feira feriado; sexta-feira só abriram as lojas que começaram os primeiros saldos da estação e o fim-de-semana chegou de novo. Terça-feira seguinte, dia 6 de janeiro, outro feriado. E o reinício das aulas, marcado para o dia 7 de janeiro, foi adiado por causa da neve.

Crise? Que crise? Sabe quanto custa uma semana em uma estação de esqui? Ou um cruzeiro no Nilo? Ou 15 dias no Mar Vermelho? As três metas que mais atraíram italianos nessas férias de Natal. A esbórnia do fim de ano fez bem à economia italiana e as vendas foram superiores às do ano anterior. Um ministro foi à televisão pedir apoio à “greve do abacaxi” para evitar o consumo de produtos importados. Achei que a expressão correta deveria ser boicote, mas os políticos possuem uma certa licença andreazziana para se expressar que usam como lhes convêm, o que vanifica qualquer polêmica. Nem tentei.

















Apesar da muita neve que continua caindo, a vida segue adiante. A temperatura em Piacenza tem oscilado entre 6 ºC e -14 ºC, mas existem cidades muito mais frias. A neve cai e aumenta a temperatura que derrete parte da neve. Sem neve a temperatura cai e congela a água que ficou, numa equação que todo motorista deve conhecer e respeitar. Dirigir sobre a neve é possível, desde que com correntes nos pneus; dirigir sobre o gelo, não. Assim como todo pedestre deve conhecer e respeitar a equação que derruba a neve acumulada nas árvores e nos beirais dos telhados.

E o frio não é tudo. Uma nova moda foi importada da França e agora temos a “Associação pela liberação dos anões de jardim”, que andou sequestrando todos os bonecos de papais-noel pendurados nas janelas ou espalhados pelos jardins. Todos foram localizados em praças, sentados pelos bancos com garrafas vazias ao lado. O policial achou que os bonecos estavam sorrindo.

Thursday, January 08, 2009

Senhor Inverno

















































































































































































































Saturday, January 20, 2007

Piacenza, 25 ºC

Sexta-feira, 19 de janeiro de 2007. Meio-dia e meia e o calor e céu limpo me fazem lembrar um personagem de Andrea Camlleri. Sento na mesinha fora e peço uma cerveja; tenho preguiça de ler o jornal. Não tem nenhuma notícia boa e prefiro informar-me pelo rádio do carro que acaba de estacionar, ou através dos comentários dos outros clientes. Acendo um charuto e tomo calmamente a cerveja. Do Outro lado da rua uma senhora redonda aguarda o ônibus. Ela não tem certeza se a observo ou se leio o jornal sobre a mesa; me fixa insistentemente. Finjo ler. “Nós pensamos nisso”. O motorista toma o seu café dentro do bar e sairá quando faltarem dois minutos para a partida do ônibus.

O rádio está sintonizado numa estação que dispara notícias e comentários. Quem precisa de jornal? Karem Amer, de 22 anos foi preso no Egito por ter escrito em seu blog palavras consideradas ofensivas à reputação do Estado daquele país. Havia criticado a discriminação sexual e religiosa. Na Tunísia, Zouhair Yahyaoui foi torturado para fornecer a senha do site onde publicara um questionário irreverente sobre o presidente Zine Abidine ben Ali. No Irã, diversos blogueiros foram presos e acusados de insultar o Líder Supremo. Guillermo Farinas, jornalista independente em Cuba, foi preso após reivindicar o direito de livre acesso à internet. Tenho a impressão de que o jornalista da rádio vive o dilema de proclamar a liberdade de informação e o regozijo pelo castigo aos que tentam usurpar-lhe o ganha-pão. “Nós pensamos nisso”.

A senhora do outro lado da rua parece ter-se convencido das minhas mangas curtas e tira o casaco. Há a pressão psicológica para usar casacos, luvas e cachecol no mês de janeiro e é difícil liberar-se. “Nós pensamos nisso”. Alguém fala sobre os efeitos do furacão Kyrill no Norte da Europa. Furacão? Que furacão? O dia ensolarado e quente pega todos de surpresa e muda costumes. Há alguns dias a temperatura vinha subindo e ficava em torno dos dezoito graus, muito acima da temperatura média do inverno italiano. Exatamente um ano atrás havia caído 50 centímetros de neve. Toda semana os meteorologistas afirmam que o inverno finalmente chegará e que a neve irá cair no dia seguinte, em algumas regiões. Mas a primavera resiste e eu peço outra cerveja.

O motorista sai do bar, me cumprimenta e comenta: “bella giornata!Tiro os óculos escuros, concordo com a sua observação e respondo com um sorriso ao aceno da senhora redonda no ponto do ônibus. Partem o ônibus e o carro com o rádio ligado. Folheio o jornal e conto dez páginas com a campanha do Governo para amenizar as críticas ao plano econômico. “Nós pensamos nisso” é o slogan com o qual tentam justificar cortes e mudanças de alocação de recursos. Da janela do ônibus a passageira solitária sorri sozinha. Fico para terminar calmamente minha cerveja, divagando sobre as dificuldades de ser meteorologista e governo neste país.

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Saturday, January 06, 2007

A Formiga Boazinha

alguns anos fala-se do efeito estufa e de suas consequências. Pouco se fez. A Europa está discutindo mudar a dieta dos bovinos para reduzir a emissão de gases. As perspectivas a médio prazo começam a tornar-se catastróficas pois em cinquenta anos todos os peixes devem estar extintos. O gelo do alto das montanhas está derretendo e em algumas não existe mais. As altas temperaturas estão dizimando as barreiras coralinas. Catástrofes naturais começam a virar rotina e certas áreas passam a conviver com eventos que nunca tinham ocorrido antes. Os animais sofrem com a descaracterização das estações e a interrupção do ciclo natural põe em risco novas espécies. Na melhor das hipóteses, nossos netos comerão os poucos animais domésticos sobreviventes.

E em pleno mês de janeiro, dona Dina, minha vizinha, continua a presentear-nos com cestas e cestas de caquis, no outono mais longo de toda a história italiana. Dona Dina é que é legal.

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Friday, January 27, 2006

Thursday, December 29, 2005

Neve É Neve

Caros e Caras,

Paz e saúde!

Os esquimós possuem mais de mil termos para a neve. Vasculhei na memória por algo que houvesse tantas definições e achei aguardente, mas no caso é sempre a mesma velha cachaça de sempre. No caso da neve para os esquimós, o que muda é a neve. A aparência é a de farelo de biscoito de polvilho. Um enorme bloco de biscoito de polvilho que o vento gelado vai desfazendo e assoprando em todas as direções.

Nesta semana conheci um tipo de neve que ainda não tinha caído por aqui. Fina e dura, ela gruda em tudo que toca e se transforma em gelo, que deve ser raspado dos vidros do carro com muita paciência e insistência. Um tipo de neve que forma uma grossa camada de gelo no asfalto e obriga a uma velocidade de cinco quilômetros por hora, mesmo quando o carro deveria parar. Um frio doído que castiga quem está fora, limpando os vidros do carro.

E você , reclamando do calor.

Ciao.

Sunday, December 25, 2005

Feliz Natal!

Caros e caras,
Paz e Saúde!



Feliz Natal a todos!

Wednesday, December 14, 2005

Natale Al Sugo

Caros e Caras,
Paz e saúde!

O Natal na Itália começa mais cedo e termina mais tarde.

13 de dezembro, dia de Santa Luzia. No Norte do país era ela (era uma cega, ou que ficou cega – essa história não é muito clara, cheia de lendas) quem trazia presentes. Alguns historiadores afirmam que teria sido uma moça rica, que teria doado tudo aos pobres e recusado a casar-se com um pagão para não abrir mão do seu voto de castidade, tendo sido decapitada em 303. Tornou-se a santa protetora dos olhos e das crianças. As ruas se entopem na busca de presentes.

Assim como Papai Noel, ela passa durante a noite. Vem com o um jumento visitar as casas. Deixa-se um copo de leite e um pires com biscoitos, pois ela vem de longe e chega cansada. Para o jumento, um pouco de palha. Se os biscoitos tiverem sido comidos, o leite quase todo bebido e a palha remexida, estejam certos: ela passou e deixou algum presente.

Natal. Esta era uma festa da Roma pagã, que comemorava o solstício de inverno e que a Igreja adotou com o objetivo de aproveitar-se da proximidade do que seria o natal cristão e, ao mesmo tempo, desmoralizar as crendices populares. Acabou ganhando um tom debochado, com muita gente pedindo esmolas e roubando as casas mais abastadas, chegando a ser proibido por 22 anos, no século 17.

O dia 24 deve ser de recolhimento e jejum (deles, não meu) e, na ceia, alguma coisa leve, sem carne. Só o peixe é permitido. Massa e peixe.

O grande dia é 25 de dezembro, quando o almoço é farto de pratos regionais feitos especialmente para o Natal. Na cidade onde moramos come-se um tipo de ravioli servido com um caldo ralo, que se obtem cozinhando carne de boi e de galo capão, quase sem tempero. Dissolvendo-se e fervendo um caldo Knorr produz-se o mesmo resultado, com a vantagem de não ter de comer a carne e o galo sem tempero depois. O café da manhã (e não só) terá na mesa um panetone ou um pandoro.

A tradição conta que um nobre de Milão ofereceu um jantar na noite de 24 de dezembro de 1481 e o que seria a sobremesa, queimou. Um ajudante de cozinha, para tentar salvar a situação, sugeriu servir um doce que ele teria feito como experiência: um pão doce, perfumado e recheado com frutas secas. O nobre teria gostado e mandou chamar quem o fizera. O jovem apresentou-se como Toni e explicou que ainda não havia pensado num nome para o doce. O nobre teria, então, decidido que se chamaria o pão de Toni, pan del Toni. Outro doce típico dessa data é o torrone, invenção da cidade de Cremona, a uns dez quilômetros de onde moramos. Próxima demais para permitir regimes.

Nos dias que antecedem as festas, ninguém consegue entrar nas lojas do centro. Apesar do frio polar, do vento siberiano (literalmente) e das noites longas, as ruas se transformam num verdadeiro shopping center a céu aberto, como numa tarde ensolarada de sábado em São Paulo. Porque nós, latinos, deixamos sempre tudo para a última hora?

6 de janeiro, dia de Santos Reis é, também, o dia da Befana. Na Sicília e todo o sul da Itália era ela, uma velha nariguda, feia e com uma vassoura quem levava doces e guloseimas aos meninos que tinham se comportado durante o ano. Aos maus meninos, levava carvão. Colocava tudo nas meias penduradas nas lareiras, perto das janelas ou vizinhas ao presépio. Hoje o carvão não é mais de verdade, mas de açúcar e não pode faltar, além das bengalas, pirulitos e um monte de outras calorias em formas e cores diversas. É uma festa pagã, mas ligada à religiosidade do Natal. Diz a lenda que os Reis Magos (que saíram da cidade de Magi, não que fossem magos) teriam pedido orientação a uma velha, que não os ajudara por estar ocupada com um feixe de lenha. Mas a velha arrependeu-se quase de imediato e saiu para ajudá-los. Não os encontrando mais, resolveu sair e presentear todas as crianças com balas e doces.

É uma corrida para encontrar o melhor carvão, uma meia bonita, os doces mais gostosos. Felizmente as feiras populares surgem pelas praças, onde é possível encontrar tudo pronto.

Óbvio que a televisão ocupou-se de difundir e fundir tudo. A religiosidade destas festas, aqui como aí, perdeu espaço e cedeu lugar a valores diversos. O Natal, hoje, é o Papai Noel. E os presentes que ele traz.

Minhas filhas adoraram e adotaram todas as novidades do novo velho mundo: “pra Santa Luzia espero ganhar….” “ no Natal, Papai Noel vai me trazer…” “ a Befana, além dos doces poderia me presentear com…”

A única coisa que não se encontra na nossa casa nessa época (nem em qualquer outra) é a inventora do Papai Noel: Santa Klaus era uma espécie de duende das lendas do norte da Europa, que usava roupas de peles de animais e distribuía presentes às crianças. Em 1932 a Coca-cola resolveu dar-lhe feições humanas e rechonchudas e o vestiu com as cores da marca dela, o vermelho e branco, para utilizá-lo na sua campanha publicitária.

13 de dezembro dia de Santa Luzia, não é feriado. Mas 26 de dezembro, dia de Santo Stefano e 6 de janeiro, Epifania do Senhor, sim. Além de 25 de dezembro, é claro. Ninguém soube me dizer porque é feriado dia de Santo Stefano: “…Sempre existiu esse feriado.” “…Eu nasci depois…” “…Acho que é pra ter um dia de descanso das festas…” foram as respostas mais comuns.

Isso sem contar o feriado de 8 de dezembro, que eu prefiro evitar para não lembrar que é, também, a festa de Conceição da Praia, cuja igreja é em frente a um certo Mercado Modelo e que marca o início das Festas de Largo vocês sabem onde.

Quando janeiro chegar, vou tentar um regime.

Ciao.

Monday, November 28, 2005

0º C

O Farnese parece querer fugir da Piazza Cavalli, apesar da luz que a neve lhe empresta.



Quando os meninos saírem da escola...




A princesa passeia sobre a primeira neve do ano.




Topolino.




Agora entendo por que Santo Antonino usava aquela capa.




"Acho que vou fazer uma bola de neve..."




A estátua parece recusar-se ao frio.




...Surpresa!