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Sunday, November 06, 2016

Dois anos juntos

Neste 4 de novembro completamos dois anos juntos.

Ele está mais velhinho (quase 14 anos), enxerga menos, caminha com dificuldade, coleciona problemas de saúde e remédios, mas continua divertido e companheiro.

Daí que ele ganha uma mordida de comemoração. Não se preocupem, ele também me morde. E nem dói.



:D

Tuesday, June 28, 2016

Allan x Garcia



Quem me ensinou a latir foi o Chopp, um daschund que nos fez companhia muitos anos atrás.

Já o Garcia não se incomoda se eu latir, basta deixá-lo em paz. Aliás, ele não dá a mínima para latidos alheios, sequela do longo período qeu passou no canil municipal.

O que ele gosta mesmo é de atenção, de brincar e de destruir o lixo quando saímos. E do sofá.

Thursday, May 12, 2016

Saindo do forno

Em 2013 publiquei o livro “Carta da Itália”, onde reuni diversos aspectos do dia a dia na Itália. Um guia que me teria sido útil quando cheguei por aqui.

Este ano decidi publicar um livrinho que tinha escrito para minhas filhas há vinte anos. É um livro de estorinhas divertidas que contava para elas antes de dormir, que tinha ficado inacabado; algumas estórias não tinham sido concluídas e resolvi terminá-las, ainda que as meninas não estejam mais aqui para ouvi-las.

Nas páginas do site do Clube de Autores (a editora) é possível ler as primeiras páginas dos livros. Dê uma lida e, se tiver interesse, compre por lá mesmo.




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Thursday, March 24, 2016

Minha receita para ser feliz

Sim, eu sou feliz!


Hoje ouvi - pela enésima vez - que a felicidade está na moda, aludindo que o meu estado de espírito é algo forçado, não espontâneo. Pecado que o cidadão (sim era um homem) não sabia do meu passado de judô, capoeira e boxe. Nem conhecesse o meu lado desbocado. Agora conhece.


Drummond disse, certa vez, que velhice é quando não existe mais ninguém que lembre de você criança. Ainda não cheguei lá, a lista vem se reduzindo nos últimos tempos mas a resistência mantém o equilíbrio. Os que me conhecem há muito tempo, sabem da minha personalidade sonhadora ("esse menino vive no mundo da Lua"), lembram que sempre escrevi poesias, poemas e breves contos, do meu caráter zen e apaziguador... Enfim, quem me conhece sabe bem que sou pelas flores e evito a guerra.


Fui burilando a minha índole de paz com os anos, escolhendo o bom humor e preferindo a alegria à melancolia. Vivo e respeito meus momentos de tristeza e dor, só não os permito transformarem-se em estado emocional predominante. Reconheço a queda, não desanimo, levanto, sacudo a poeira e volto a sorrir. Não levo nada a sério demais, só a minha curiosidade pela vida e o dom de apreciar os detalhes coloridos que o mundo oferece.


Moda ou não, vou continuar sendo quem sou. E - se puder - melhorar o que gosto em mim.


[E pensar que eu poderia ser sócio do Vitor... Ele musicou alguns dos poemas que escrevi . Na verdade acho que só uma poesia deu uma boa canção:Fome na mesa, mas ele nunca gravou por medo de virar um sucesso assombroso, de vender mais que os cds do Revista do Samba, somados ao cd solo dele e de ter que me pagar uma fortuna de direitos autorais e, caso não pagasse, de ser agredido pelo meu pitbull, de ser obrigado a tomar cerveja quente, leite com manga, ter o chinelo pregado de cabeça pra baixo e outras maldades. O Vitor é um pilantra! Lembro quando ele, o Claudio (irmão do Eduardo e da Rosemary) e meu irmão Dawidson foram parar na diretoria. Minha mãe chegou avisando: "meu filho é um santo! nunca iria matar aula - ou a expressão era "cabular"? - se não fosse envolvido por más companhias..." Dona Frida, mãe do Claudio: "Meu filho nunca fez isso, cansei de avisar para não frequentar certas amizades..." E a dona Raquel, mãe do Vitor: "É esse neguinho safado que leva os outros para o mau caminho. Vagabundo! Moleque! Vai ser nada na vida...!" E lá foi o negão pagar todas as broncas, mesmo tendo sido a primeira - e última - vez que matava (...cabulava?) aula. O Claudio e o Dawidson matavam aula e viajavam para o Rio, não se contentavam em ir passear na mata da Fonte ou ir nadar no Vale do Sol.]


O cidadão chato do primeiro parágrafo? Entendeu que eu tinha mais que palavrões pra oferecer e resolveu se desculpar e não insistir. Melhor: era o dia errado pra me provocar (deve ter morrido algum papa...).


Acho que ser feliz é questão de escolha, que cada pessoa só escolhe ser feliz quando descobre e entende a capacidade de decidir. Chamem de "força da atração", a "força" dos jedi, síndrome de Pollyana ou o nome que quiserem dar. Eu nunca chamei de nada e sempre funcionou.
:P

Saturday, January 30, 2016

O tempo



Ah, o tempo.

Tudo o que fazemos é no presente, o único tempo que nos é permitido. Somente agora podemos mudar tudo, projetar o futuro, reviver o passado e reaflorar sentimentos. Velhos e crianças ao mesmo tempo. Difícil separar os tempos do tempo, quando as emoções ressurgem atuais nas lembranças. Mas, se os sentimentos têm a mesma intensidade, é correto achar que o passado passou?

Vivemos como podemos, quase nunca como planejamos. Agora é o tempo de viver, de se arrepender, de se orgulhar, de sorrir, chorar, esquecer, amar, perdoar, acertar, errar e se apaixonar. De novo e de novo e de novo. Antes que o presente vire passado.

Mais que a paz, todos buscamos a felicidade.

Acabamos de entrar no 30º ano.

Grazie!

Sunday, June 21, 2015

Infância



A lembrança mais antiga é a do sonho intrauterino que me seguiu pelos primeiros cinco ou seis anos. Fogareiro Jacaré em Copacabana, onde o Sol refletia nos meus cabelos brancos, o que me rendeu um dos tantos apelidos: alemão. O alemão que gostava de Mariola Lula, das pernas tortas do Garrincha driblando no Canal 100 e que gostou do sabor do camarão cru que o tio usava para pescar. Aprendi a pescar traíra em Itaquira, descalço e riscado pelo mato com cheiro de bosta de vaca. Mas andar descalço é perigoso, e a avó, sábia, vermifugava com sementes de mamão e chá de hortelã por um dia inteiro. Não sei o que era pior: o vermífugo ou a sensação de estômago vazio no dia seguinte, quando a convulsão estomacal me fazia vomitar o nada.

Kiko, o nosso Boxer, morreu envenenado; tinha uma cabra que vivia no morro dentro do quintal, na casa no bairro do Cremerí, em Petrópolis; a tartaruga que enterrávamos e que o Kiko ia desenterrar; a vaca vermelha que meu irmão driblava quando íamos buscar leite, em Itaquira; Cambaxirra, a égua que eu montava nos finais de semana; a gata Catina arranhou meu nariz.

A vizinha Nádia Pacheco me ensinou a ler aos três anos, como presente por ter aprendido a ver as horas com meu pai; a Denise foi a primeira namorada, com lugar cativo ao meu lado na Kombi do jardim da infância; o Casquinha era o amigo que sempre levávamos ao Quitandinha; a voz do Antônio Maria.

O cheiro do Andriodermol líquido que meu irmão usou por um bom tempo; a desidratação quase me levou, mas sobreviví e passei as férias em Itacuruçá tomando aquele sôro de gosto horrível; emulsão Scott; perfume de hortências do Valparaíso; gosto de ingá, marmelo, abóbora com carne seca da casa da vó e o café ralo que ela fazia.
De broa de milho com semente de erva-doce eu nuca aprendi a gostar; angu da Dona Petronilha; paçoca de gergelim da tia Carmélia, socada no pilão; pudim de coco; maria-mole; pé de moleque; carambola, pitanga e goiaba no pé;

Empinar papagaio; jogar pião, figurinha, bolinha de gude e stoc; castelos na areia da praia; torrar castanha de caju e desenterrar sapotí; pular do telhado; futebol de prego, futebol de botão, patinete e bola Pelé; jogar boliche e cair na pista de gelo do Quitandinha.

Sabores, perfumes, sensações e lembranças sempre presentes, como a língua que procura o dente que estava para cair. E que caiu faz tempo.

*

Sunday, February 01, 2015

Clube das meias solitárias


Com a Bianca morando em Pavia por causa da faculdade, a vida social dela também mudou de cidade. Nem todos os fins de semana ela volta pra casa e, quando volta, nem sempre tem disposição para participar dos afazeres domésticos. Afinal, ela já tem que cuidar da casa dela em Pavia, fazer comida, lavar roupa... [a bem da verdade, o quarto dela na faculdade está sempre arrumado, limpo e muito organizado]. Numa dessas conjunções astrais raríssimas, do tipo que só acontece a cada novo big bang, ela recolheu a roupa do varal sem que ninguém pedisse. Dobrou cada peça e separou e dobrou cada par de meia. Como acontece vez ou outra, de algumas meias só aparece um pé. Algumas meias sem par permanecem vagabundando no fundo do cesto de roupa pra passar. Com um pincel atômico na mão, ela transformou uma sacola de papel de uma loja qualquer na sede do “Clube das meias solitárias”.

Parentes, amigos, ex-colegas de trabalho ou de escola, a velha professora, gente simpática com quem dividimos o balcão do bar em horas de bate-papo, a turma da praia, pessoas importantes em algum momento da vida... Sobram apenas lembranças e cada ausência é uma perda.

Durante toda a vida tomamos decisões sem conhecer o rumo das consequências. Esperamos que os nossos sonhos dêem certo, que a fila no trânsito ande mais que as outras, que o prato escolhido no restaurante seja o melhor, que o filme que assistiremos nos empolgue...

Ainda bem que a maioria das nossas escolhas erradas permanecem anônimas. Basta um sorriso e o vizinho da mesa ao lado vai achar que o seu prato realmente era melhor que o dele; um displicente comentário pseudo-intelectual e o pior filme vai parecer inacessível à parca inteligência dos outros; aumente o volume do rádio e cante junto: todo mundo vai achar que você não se importa com o trânsito; sonhos? Bah!, podemos sonhar sonhos novos sempre que quisermos. E se nada disso resolver, coloque as suas perdas no clube das meias solitárias. Companhia é que não vai faltar. 
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Thursday, January 01, 2015

Feliz Ano Novo!


Em preto e branco, meias cores ou colorido: não importa a sua visão da vida, 2015 será um ano estupendo!

Auguri!