A Páscoa, essa festa utilizada para vender ovos de chocolate e muito sal de fruta, deveria representar a comemoração mais importante da Igreja Católica, recordando a ressurreição de Jesus e a instauração da Nova Aliança. A transferência do significado da Páscoa hebraica na nova Páscoa cristã – com significativas mudanças – foi há muito tempo e ninguém se lembra mais, apesar da insistência litúrgica mantida nas igrejas e templos ainda hoje.
Na Itália a tradição manda servir cordeiro no Domingo de Páscoa, numa clara simbologia à crucificação. Ou seria um prêmio para quem passou 40 dias se abstendo de carne, se alimentou de peixe na Semana Santa e se manteve longe do chocolate?
A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém e é o início dos preparativos para a grande comilança dos ovos de Páscoa e da colomba pasqual, uma parente do panetone em forma de pomba (colomba, em italiano); Segunda, Terça e Quarta-feira santas contemplam principalmente a traição de Judas por trinta dinheiros, que é máximo que se pode gastar em presentes e guloseimas no período. Os excessos são debitados no cartão de crédito; a Quarta-feira Santa é o último dia de aula antes das férias de Páscoa, quando os estudantes dão graças-a-deus pela folga. As aulas reiniciam religiosamente na Quarta-feira seguinte; na Quinta-feira santa se celebra a “Missa do Crisma”, quando são consagrados os Santos Óleos e quando acontece a renovação das Promessas Sacerdotais. É, também, o dia do Lava-pés, quando o sacerdote lava o pé direito de 12 homens, como Cristo fez com seus discípulos na Última Ceia. Uma tradição que corre o risco de desaparecer junto com todos os fieis, que na Quinta-feira Santa já estão longe, provavelmente em alguma ilha tropical, lembrando, quem sabe, que o tríduo pascoal (paixão, morte e ressurreição) inicia exatamente na Quinta-feira; A Sexta-feira Santa é o dia da morte de Cristo na Cruz, quando, por volta das três da tarde é celebrada a Paixão de Cristo.
Um amigo me confessou que na última Sexta-feira Santa estava bem longe e que às três da tarde estava na terceira caipirinha, em via crucis pelos bares; o Sábado Santo celebra a Eucaristia e muita gente vai à missa. Gente que não viajou para uma ilha tropical, é claro. Tem, ainda, a missa da Véspera de Páscoa, celebrada à noite, que é considerada a mais importante de todo o Ano Litúrgico. Muitos aproveitam para esticar a noite em algum boteco; Domingo de Páscoa (ou Domingo da Ressurreição) é um dia de festa e todos podem sair para festejar nas discotecas, restaurantes, igrejas ou em casa. E já que podem, festejam mesmo; a Segunda-feira de Páscoa (Pasquetta ou Lunedì dell’Angelo) é feriado na Itália e comemora-se o encontro do anjo com as mulheres (Maria, Maria Madalena, Maria Salomé, Maria de Cleófas e Maria de Betânia) no Santo Sepulcro. Dia de comer fora – restaurante ou picnic – de festejar com os amigos, de digerir o almoço de Páscoa e o chocolate.
A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém e é o início dos preparativos para a grande comilança dos ovos de Páscoa e da colomba pasqual, uma parente do panetone em forma de pomba (colomba, em italiano); Segunda, Terça e Quarta-feira santas contemplam principalmente a traição de Judas por trinta dinheiros, que é máximo que se pode gastar em presentes e guloseimas no período. Os excessos são debitados no cartão de crédito; a Quarta-feira Santa é o último dia de aula antes das férias de Páscoa, quando os estudantes dão graças-a-deus pela folga. As aulas reiniciam religiosamente na Quarta-feira seguinte; na Quinta-feira santa se celebra a “Missa do Crisma”, quando são consagrados os Santos Óleos e quando acontece a renovação das Promessas Sacerdotais. É, também, o dia do Lava-pés, quando o sacerdote lava o pé direito de 12 homens, como Cristo fez com seus discípulos na Última Ceia. Uma tradição que corre o risco de desaparecer junto com todos os fieis, que na Quinta-feira Santa já estão longe, provavelmente em alguma ilha tropical, lembrando, quem sabe, que o tríduo pascoal (paixão, morte e ressurreição) inicia exatamente na Quinta-feira; A Sexta-feira Santa é o dia da morte de Cristo na Cruz, quando, por volta das três da tarde é celebrada a Paixão de Cristo.
Um amigo me confessou que na última Sexta-feira Santa estava bem longe e que às três da tarde estava na terceira caipirinha, em via crucis pelos bares; o Sábado Santo celebra a Eucaristia e muita gente vai à missa. Gente que não viajou para uma ilha tropical, é claro. Tem, ainda, a missa da Véspera de Páscoa, celebrada à noite, que é considerada a mais importante de todo o Ano Litúrgico. Muitos aproveitam para esticar a noite em algum boteco; Domingo de Páscoa (ou Domingo da Ressurreição) é um dia de festa e todos podem sair para festejar nas discotecas, restaurantes, igrejas ou em casa. E já que podem, festejam mesmo; a Segunda-feira de Páscoa (Pasquetta ou Lunedì dell’Angelo) é feriado na Itália e comemora-se o encontro do anjo com as mulheres (Maria, Maria Madalena, Maria Salomé, Maria de Cleófas e Maria de Betânia) no Santo Sepulcro. Dia de comer fora – restaurante ou picnic – de festejar com os amigos, de digerir o almoço de Páscoa e o chocolate.
Depois? Depois a vida recomeça, as aulas reiniciam, as dietas para enfrentar o Verão dentro das roupas de banho pipocam como os restos de ovos de Páscoa. E começa-se a organizar o Ferragosto: “aonde é que vocês foram nesta Páscoa…?”
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