A
A Itália vista por um brasileiro. As diferenças culturais, descobertas e sabores, com uma pitada de bom humor (às vezes).
Sunday, July 24, 2005
A Philip Morris Adverte
Marcadores:
notícias
Zola
Caros e Caras,
Paz e saúde!
Com a chegada do inverno (no hemisfério sul), os hábitos alimentares tendem para um consumo de pratos mais corposos, abundantes de molhos, ricos em temperos e calóricos em excesso. Não que não se possa saborear uma suculenta feijoada no verão, mas digerir gordura de porco sob um sol de quarenta graus não é tarefa para amadores. É preciso muita prática, digo eu. Meu nutricionista é testemunha.
O queijo Gorgonzola é – ou deveria ser – um coringa na cozinha de todo bom gourmet. É um daqueles ingredientes versáteis que têm o poder de transformar um simples jantarzinho em argumento do dia seguinte, desbancando até mesmo o capítulo especial da novela e acabar tornando-se um ponto de referência: “Foi antes ou depois do jantar com aquele molho de Gorgonzola do Luizinho?”. Pode-se usá-lo do gelado ao flambè; como entrada, prato principal, salada ou sobremesa. É ideal também como aperitivo. Deve seguir apenas uma regra: jamais servi-lo mais de uma vez no mesmo jantar. Mas isso o bom senso de vocês teria deduzido sem a minha ajuda.
Trata-se de um produto DOP (Denominação de Origem Protegida) Produzido nas províncias de Novara, Vercelli e Cuneo, além da cidade de Casale Monferrato, na região de Piemonte, e nas províncias de Bérgamo, Brescia, Como, Cremona, Milão e Pavia, na região da Lombardia, é um queijo fresco em cuja produção adiciona-se esporos de penicillium, o que lhe confere o mofo característico. Após um mês de maturação, fura-se a forma com longas agulhas de aço ou cobre (antigamente eram de madeira) para facilitar o desenvolvimento do mofo. Caso tal operação seja evitada, o processo de erborinatura acontecerá de forma natural mas menos homogênea e deixará o produto mais picante – de sabor mais marcante – com uma quantidade de mofo maior e provocará uma ligeira mudança na consistência da pasta. Como os sabores delicados têm a preferência entre os descendentes de Leonardo (todos possuem um brasão e um antepassado importante), o Gorgonzola “natural” tem encontrado cada vez menos adeptos. Creio que eles acabam exportando o tipo picante para o Brasil. Portanto, selecione o queijo dias antes do jantar.
Salada ao Gorgonzola
Rúcola
Pimentão vermelho em cubinhos
Manga em cubinhos
Polvo cozido com água e sal, cortado em pedaços pequenos
Gorgonzola
Iogurte natural
Sal
Pimenta do reino
Bata o Gorgonzola com o iogurte, adicione a pimenta do reino, prove e corrija o sal. Misture tudo e sirva.
Filé ao molho de Zola
Filet mignon (alto)
Sal
Alho
Cebola
Azeite
Manteiga
Gorgonzola
Iogurte natural (ou creme de leite)
Bata o Gorgonzola com o iogurte e reserve. Em uma frigideira, ponha um pouco de azeite (não o extra virgem) e deixe aquecer. Frite cada um dos bifes com sal e reserve-os. Não fure ou mexa a carne quando na frigideira, apenas deixe-a fritar e vire-a com uma escumadeira. Na mesma frigideira, frite a cebola até ficar ligeiramente transparente. Adicione o alho e mexa sempre. Recoloque os bifes na frigideira e adicione uma colher de manteiga. Vire os bifes apenas uma vez, retire-os e coloque-os nos pratos. Com a frigideira ainda quente, coloque o Gorgonzola e mexa com uma colher de pau sobre o fogo alto. Mexa por um minuto, divida o molho sobre o filé e sirva. Acompanhe com brócolis e batatas cozidas.
Aproveite o queijo para engrossar molhos de picadinhos ou como recheio de massas. Experimente-o sobre uma torrada de pão árabe ou com geléia de semente de mostarda. Surpreenda a si e a seus amigos ousando e inventando novos pratos. E reze para que o seu nutricionista não fique sabendo das suas estripulias gastronômicas.
Vinho. Do bom e sempre.
Ciao.
Paz e saúde!
Com a chegada do inverno (no hemisfério sul), os hábitos alimentares tendem para um consumo de pratos mais corposos, abundantes de molhos, ricos em temperos e calóricos em excesso. Não que não se possa saborear uma suculenta feijoada no verão, mas digerir gordura de porco sob um sol de quarenta graus não é tarefa para amadores. É preciso muita prática, digo eu. Meu nutricionista é testemunha.
O queijo Gorgonzola é – ou deveria ser – um coringa na cozinha de todo bom gourmet. É um daqueles ingredientes versáteis que têm o poder de transformar um simples jantarzinho em argumento do dia seguinte, desbancando até mesmo o capítulo especial da novela e acabar tornando-se um ponto de referência: “Foi antes ou depois do jantar com aquele molho de Gorgonzola do Luizinho?”. Pode-se usá-lo do gelado ao flambè; como entrada, prato principal, salada ou sobremesa. É ideal também como aperitivo. Deve seguir apenas uma regra: jamais servi-lo mais de uma vez no mesmo jantar. Mas isso o bom senso de vocês teria deduzido sem a minha ajuda.
Trata-se de um produto DOP (Denominação de Origem Protegida) Produzido nas províncias de Novara, Vercelli e Cuneo, além da cidade de Casale Monferrato, na região de Piemonte, e nas províncias de Bérgamo, Brescia, Como, Cremona, Milão e Pavia, na região da Lombardia, é um queijo fresco em cuja produção adiciona-se esporos de penicillium, o que lhe confere o mofo característico. Após um mês de maturação, fura-se a forma com longas agulhas de aço ou cobre (antigamente eram de madeira) para facilitar o desenvolvimento do mofo. Caso tal operação seja evitada, o processo de erborinatura acontecerá de forma natural mas menos homogênea e deixará o produto mais picante – de sabor mais marcante – com uma quantidade de mofo maior e provocará uma ligeira mudança na consistência da pasta. Como os sabores delicados têm a preferência entre os descendentes de Leonardo (todos possuem um brasão e um antepassado importante), o Gorgonzola “natural” tem encontrado cada vez menos adeptos. Creio que eles acabam exportando o tipo picante para o Brasil. Portanto, selecione o queijo dias antes do jantar.
Salada ao Gorgonzola
Rúcola
Pimentão vermelho em cubinhos
Manga em cubinhos
Polvo cozido com água e sal, cortado em pedaços pequenos
Gorgonzola
Iogurte natural
Sal
Pimenta do reino
Bata o Gorgonzola com o iogurte, adicione a pimenta do reino, prove e corrija o sal. Misture tudo e sirva.
Filé ao molho de Zola
Filet mignon (alto)
Sal
Alho
Cebola
Azeite
Manteiga
Gorgonzola
Iogurte natural (ou creme de leite)
Bata o Gorgonzola com o iogurte e reserve. Em uma frigideira, ponha um pouco de azeite (não o extra virgem) e deixe aquecer. Frite cada um dos bifes com sal e reserve-os. Não fure ou mexa a carne quando na frigideira, apenas deixe-a fritar e vire-a com uma escumadeira. Na mesma frigideira, frite a cebola até ficar ligeiramente transparente. Adicione o alho e mexa sempre. Recoloque os bifes na frigideira e adicione uma colher de manteiga. Vire os bifes apenas uma vez, retire-os e coloque-os nos pratos. Com a frigideira ainda quente, coloque o Gorgonzola e mexa com uma colher de pau sobre o fogo alto. Mexa por um minuto, divida o molho sobre o filé e sirva. Acompanhe com brócolis e batatas cozidas.
Aproveite o queijo para engrossar molhos de picadinhos ou como recheio de massas. Experimente-o sobre uma torrada de pão árabe ou com geléia de semente de mostarda. Surpreenda a si e a seus amigos ousando e inventando novos pratos. E reze para que o seu nutricionista não fique sabendo das suas estripulias gastronômicas.
Vinho. Do bom e sempre.
Ciao.
Marcadores:
receitas
Thursday, July 21, 2005
Cadê O Singrando?
Caros e caras,
Paz e saúde!
Tá bom, eu confesso: passei três semanas de férias, vagabundeando, tomando cachaça de rolha, fumando charuto e pescando. Durante todas as minhas férias, procurei manter-me afastado do computador. No total, devo ter navegado umas duas horas. Foi intencional. Sei que perdi muita coisa e estou tentando recuperar o tempo perdido (tenho impresso quilômetros de posts para lê-los com calma).
Mas será que alguém sabe me informar onde foi parar o Singrando, do Reginaldo? Antes mesmo das minhas férias ele já havia saído do ar.
Cadê o Singrando?
Ciao.
Paz e saúde!
Tá bom, eu confesso: passei três semanas de férias, vagabundeando, tomando cachaça de rolha, fumando charuto e pescando. Durante todas as minhas férias, procurei manter-me afastado do computador. No total, devo ter navegado umas duas horas. Foi intencional. Sei que perdi muita coisa e estou tentando recuperar o tempo perdido (tenho impresso quilômetros de posts para lê-los com calma).
Mas será que alguém sabe me informar onde foi parar o Singrando, do Reginaldo? Antes mesmo das minhas férias ele já havia saído do ar.
Cadê o Singrando?
Ciao.
Marcadores:
amigos
Sunday, July 17, 2005
Semeando Raízes
Caros e Caras,
Paz e saúde!
O ipê roxo que a Eloá plantou está imenso. Ela ainda estava na faculdade quando levou a muda e, junto com o pai, plantou-o na calçada lateral da casa de esquina onde ainda moram meus sogros. A mesma casa por onde hoje correm Bruno, Fernando, Bárbara e Júlia. A mesma casa que um dia viu correrem as minhas Bianca e Luiza e as outras primas Isabella e Elisa. A mesma casa por onde correram Eloá, suas irmãs e seu irmão. Tem ainda alguns limoeiros, uma primavera, um pé de acerola e até um pé de alumã que eu levei da Bahia. Tinha uma goiabeira enorme.
Por onde andarão meus primos e tios? Há muito não os vejo. No dia em que chegamos ao Brasil, para nossas curtas férias de três semanas, Paulo Sérgio se casava. Difícil imaginar aquele meu primo se casando. Um menino pequeno, meio tímido, cabelos cacheados e um sorriso doce que lhe davam um ar de anjo, não podia estar se casando. Pelo menos eu não consigo imaginá-lo adulto. E os outros, por onde andarão? Alguns eu nem conheço. Culpa dos meus avós, que tiveram oito filhos. Quatro homens e quatro mulheres. Culpa dos meus pais, que escolheram mudar-se para a longínqua São Paulo. Longínqua naquela época, mas mesmo assim, longe dos tios e primos. Culpa minha, dono de alma cigana que me impele ao movimento. Rio, Petrópolis, São Paulo, Itaquira, São Paulo, Embu, Macaé, Embu, São Paulo, Rio, São Paulo, Cotia, Embu, São Paulo, Rio, São Paulo, Embu, Salvador, Assis e Piacenza.
Em Itaquira, na fazenda do meu avô, ajudei a plantar muitas árvores. Depois, espalhei árvores em um monte de outros lugares. Tenho mão boa para plantar. Gosto de sentir a terra sob meus pés descalços, enquanto decido o melhor lugar para a muda: que distância estará da água; qual o trajeto do sol; que tipo de raiz produz (se superficial, longe de casas e muros; se profunda, pode ser utilizada como sombra no quintal); se necessita de outra para frutificar; se tem vento. Uma vez plantada, cuido dela até que ela possa arranjar-se sozinha, passando a contar só com a chuva. De vez em quando, volto para ver que está tudo bem, ou para uma podada corretiva. Até mudar de cidade. Algumas devem estar enormes como o ipê roxo da Eloá, mas não creio que tornarei a vê-las.
Primos, tios e tias. Pessoas que um dia fizeram parte da minha infância, imensos como um ipê roxo que eu espero rever um dia. Tia Arinda, deixe de ser preguiçosa e mande uma foto do Tarcísio. Aproveite para atualizar-me dos casamentos nos últimos anos: quem casou com quem; quem é filho de quem; quem é pai de quem. E aproveite para dar beijos na minha tia Gina, na tia Carmélia e no tio Vítor, assim como nos respectivos maridos (meus tios) e na tia Ení. Que meus tios Firmino, Vital e Batista já se foram. São raízes da minha memória. E as esposas deles? E meus primos?
Férias servem para descansar, conhecer novos lugares e pessoas. Crescer. Nessas férias fomos rever a família. A minha e a da Eloá, que hoje são a família das nossas meninas. O tempo foi muito curto e não conseguimos rever todos. Pelo menos ganhei uma prima nova, que a Eloá me emprestou. Cleide (Cleidão) é uma pessoa cheia de vida. Dessas que tomam suco de pó-de-mico no café da manhã e não sossegam o dia todo, levando um sorriso sincero a todos que encontra. Mas e os outros, aqueles que não conseguimos rever ou conhecer? Espero que tenham sol e chuva na quantidade certa. E raízes profundas.
Minhas filhas ajudaram a plantar árvores em Salvador e Assis. Que outras cidades receberão suas sementes? Onde deixarão suas raízes? Um dia, assim como com as muitas árvores que plantei, elas também saberão se arranjar sozinhas. Haverá sol e chuva na quantidade certa e elas crescerão, darão sombra e irão espalhar suas próprias raízes. Um dia, elas serão grandes como um ipê roxo na calçada lateral da casa de Assis.
Ciao.
Paz e saúde!
O ipê roxo que a Eloá plantou está imenso. Ela ainda estava na faculdade quando levou a muda e, junto com o pai, plantou-o na calçada lateral da casa de esquina onde ainda moram meus sogros. A mesma casa por onde hoje correm Bruno, Fernando, Bárbara e Júlia. A mesma casa que um dia viu correrem as minhas Bianca e Luiza e as outras primas Isabella e Elisa. A mesma casa por onde correram Eloá, suas irmãs e seu irmão. Tem ainda alguns limoeiros, uma primavera, um pé de acerola e até um pé de alumã que eu levei da Bahia. Tinha uma goiabeira enorme.
Por onde andarão meus primos e tios? Há muito não os vejo. No dia em que chegamos ao Brasil, para nossas curtas férias de três semanas, Paulo Sérgio se casava. Difícil imaginar aquele meu primo se casando. Um menino pequeno, meio tímido, cabelos cacheados e um sorriso doce que lhe davam um ar de anjo, não podia estar se casando. Pelo menos eu não consigo imaginá-lo adulto. E os outros, por onde andarão? Alguns eu nem conheço. Culpa dos meus avós, que tiveram oito filhos. Quatro homens e quatro mulheres. Culpa dos meus pais, que escolheram mudar-se para a longínqua São Paulo. Longínqua naquela época, mas mesmo assim, longe dos tios e primos. Culpa minha, dono de alma cigana que me impele ao movimento. Rio, Petrópolis, São Paulo, Itaquira, São Paulo, Embu, Macaé, Embu, São Paulo, Rio, São Paulo, Cotia, Embu, São Paulo, Rio, São Paulo, Embu, Salvador, Assis e Piacenza.
Em Itaquira, na fazenda do meu avô, ajudei a plantar muitas árvores. Depois, espalhei árvores em um monte de outros lugares. Tenho mão boa para plantar. Gosto de sentir a terra sob meus pés descalços, enquanto decido o melhor lugar para a muda: que distância estará da água; qual o trajeto do sol; que tipo de raiz produz (se superficial, longe de casas e muros; se profunda, pode ser utilizada como sombra no quintal); se necessita de outra para frutificar; se tem vento. Uma vez plantada, cuido dela até que ela possa arranjar-se sozinha, passando a contar só com a chuva. De vez em quando, volto para ver que está tudo bem, ou para uma podada corretiva. Até mudar de cidade. Algumas devem estar enormes como o ipê roxo da Eloá, mas não creio que tornarei a vê-las.
Primos, tios e tias. Pessoas que um dia fizeram parte da minha infância, imensos como um ipê roxo que eu espero rever um dia. Tia Arinda, deixe de ser preguiçosa e mande uma foto do Tarcísio. Aproveite para atualizar-me dos casamentos nos últimos anos: quem casou com quem; quem é filho de quem; quem é pai de quem. E aproveite para dar beijos na minha tia Gina, na tia Carmélia e no tio Vítor, assim como nos respectivos maridos (meus tios) e na tia Ení. Que meus tios Firmino, Vital e Batista já se foram. São raízes da minha memória. E as esposas deles? E meus primos?
Férias servem para descansar, conhecer novos lugares e pessoas. Crescer. Nessas férias fomos rever a família. A minha e a da Eloá, que hoje são a família das nossas meninas. O tempo foi muito curto e não conseguimos rever todos. Pelo menos ganhei uma prima nova, que a Eloá me emprestou. Cleide (Cleidão) é uma pessoa cheia de vida. Dessas que tomam suco de pó-de-mico no café da manhã e não sossegam o dia todo, levando um sorriso sincero a todos que encontra. Mas e os outros, aqueles que não conseguimos rever ou conhecer? Espero que tenham sol e chuva na quantidade certa. E raízes profundas.
Minhas filhas ajudaram a plantar árvores em Salvador e Assis. Que outras cidades receberão suas sementes? Onde deixarão suas raízes? Um dia, assim como com as muitas árvores que plantei, elas também saberão se arranjar sozinhas. Haverá sol e chuva na quantidade certa e elas crescerão, darão sombra e irão espalhar suas próprias raízes. Um dia, elas serão grandes como um ipê roxo na calçada lateral da casa de Assis.
Ciao.
Marcadores:
sentimentos
Wednesday, July 13, 2005
Férias 2005
Caros e caras,
Paz e saúde!
Os eternamente insatisfeitos costumam dizer que o melhor das férias é voltar para casa. Há, ainda, quem se empolga demais antes das férias e depois se lamenta pelo menor imprevisto.
Prefiro não criar grandes expectativas e gozar os momentos. Gosto de ver as pessoas com calma e ter tempo para inserir-me na paisagem, como um velho pescador que sabe de paciência, dos humores do tempo e das fases da lua.
Sapatos, livros, cds, pimentas e curiosidades. Quilos a mais e uma gostosa sensação de que somos sempre bem-vindos. Voltamos das férias.
E você? Que tipo de férias costuma fazer?
Ciao
Paz e saúde!
Os eternamente insatisfeitos costumam dizer que o melhor das férias é voltar para casa. Há, ainda, quem se empolga demais antes das férias e depois se lamenta pelo menor imprevisto.
Prefiro não criar grandes expectativas e gozar os momentos. Gosto de ver as pessoas com calma e ter tempo para inserir-me na paisagem, como um velho pescador que sabe de paciência, dos humores do tempo e das fases da lua.
Sapatos, livros, cds, pimentas e curiosidades. Quilos a mais e uma gostosa sensação de que somos sempre bem-vindos. Voltamos das férias.
E você? Que tipo de férias costuma fazer?
Ciao
Friday, July 08, 2005
Glossário, N-Z
Caros e Caras,
Paz e saúde!
Três semanas podem parecer uma eternidade. Imaginem então o ano todo que tive que esperar para que pudesse viajar e estar no Brasil nesse momento. Já leu os blogs ali do lado direito? Que tal experimentar os outros links? Tem um de um desenhista russo que é muito interessante. Mesmo que não fosse muito interessante eu diria isso. Porque todos acreditamos ser capazes de julgar o que é e o que não é interessante? Vão visitar e tirem suas próprias conclusões. Ou estudem mais um pouco do glossário que o computador está criando sozinho.
• Nerone – o verdadeiro nome de Nero, um certo poeta que morou em Roma.
• Paese - tradução de país. “Il Brasile è un bel paese.”
• Paese – tradução de vilarejo, cidade pequena. “Lui abitta in paese, a Borgonovo val Tidone.” (Ele mora num vilarejo, em Borgonovo, no vale do Tidone.)
• Parmigiano Reggiano – o rei dos queijos. É o que chamamos de parmesão. Produzido na região de Parma e maturado por, no mínimo, dois anos. Na realidade, Parmigiano Reggiano é a marca do consórcio que administra a produção. O queijo é do tipo grana e é similar ao Grana Padano, só que mais duro, mais forte (picante) e se utiliza principalmente ralado sobre as massas. Mas não é raro utilizar outros tipos de queijo ralado, inclusive ricota.
• Pastasciutta – é o macarrão, com ou sem molho, apesar de asciutta ser a tradução de seca. A massa que se diz pasta in umido ou pasta in brodo, vem boiando em um prato de brodo (vide brodo).
• Pecorino – queijo característico da Sardenha. Feito com leite de ovelhas. Lembra o nosso queijo de Minas, fresco, meia-cura ou curado.
• Pizza del Sole – pizzaria minúscula que vende pizza aos pedaços à noite, pertinho de casa.
• Po – diz-se pô. O rio em cujas margens foi edificada a cidade onde moramos.
• Prodi, Romano – ex-presidente da Comissão Européia e futuro primeiro-ministro italiano. Pra que lado ele pende? Depende do vento.
• Provincia – nós conhecemos por micro-região. Formada por uma capital e diversas pequenas cidades ou vilas circunvizinhas coligadas politicamente. Um conjunto de províncias forma uma região (Piemonte, Ligúria, etc.). Um conjunto de regiões forma um país (Itália, etc.). Um conjunto de países forma um continente em crise com a própria moeda.
• RAI – Radio e TV Italiana. Rede de tv estatal com três canais (RAI 1, RAI 2 e RAI 3). Como são estatais, são comandadas pelo chefe de governo (Silvio Berlusconi). Junto com a Mediaset, Sport Italia e La 7, formam as cadeias nacionais. Existem as centenas de Tvs regionais. Só na minha cidade são dois canais. Deve ser por isso que as livrarias abrem à noite.
• Romano – natural de Roma. É o italiano que come macarrão com garfo e colher. Por uma antítese cultural, é tido como o verdadeiro caipira do país. Portanto, o hábito de comer macarrão com garfo e colher só vai bem em Roma. Tem um dialeto que não chega a ser um dialeto, só que ninguém entende. Às vezes, nem eles.
• Salsiccia – lingüiça. Existe um tipo de lingüiça fresca, para fritar ou fazer na brasa, chamada salamella, mas eles não gostam de chamar salamella de lingüiça.
• Sardegna – ilha habitada há mais de três mil anos, quando boa parte do país ainda dormia sob o mar. Durante séculos viveu do pastoreio de ovelha (pecora, daí o nome do queijo: pecorino). Hoje vive de turismo e pecore (plural de pecora). Tem uma língua e cultura próprias. Quanto a língua, é dificilíssima. No que se refere à cultura, seria mais apropriado chamar-se Rapa Nui.
• Sbriccioloni – fabrica de colesterol. É o torresmo italiano. Há algum tempo, um famoso nutricionista italiano afirmou que uma porção de sbriccioloni acompanhada de uma cerveja é uma refeição completa. Desnecessário dizer que virei fã do tal nutricionista.
• Spinello – cigarro de maconha.
• Striscia la Notizia – é o programa de maior audiência. Um jornal satírico que mostra os erros de todas as emissoras, as gafes de apresentadores, políticos e qualquer um que cometa erros na Tv. Fazem denúncias sérias, mas sempre em tom gozador. Já meteram muita gente em cana.
• Tapiro d’Oro – é o prêmio entregue pelo Striscia la Notizia à “anta” do momento. Rubens Barrichello recebeu o dele quando deixou o Shumacher ultrapassá-lo, anos passado.
• Trappatoni, Giovanni – ex-técnico da seleção italiana de futebol. Tem um modo de falar de difícil compreensão. Inclusive aos italianos.
• Villa – casa. Diferente de casa, no sentido de lar. A minha casa é num apartamento. As villas são para os ricos ou para quem mora fora da Città.
• Vin broulè – vinho quente vendido no Norte, pelas ruas, nos dias mais frios de inverno.
• Wurstel – salsicha.
• Zucca – abóbora. Zucchino = abobrinha. Testa di zucca = cabeça de abóbora (oca). Característica de uma nobre casta política (ou vocês pensam que só operários têm casta?)
Espero que a lição tenha sido útil. Confesso que descansei bastante e estou me preparando para a volta. Mas ainda dá tempo para mais uma pescadinha, mais um churrasco, mais uma passeada com um charuto na mão, rodeado pelas minhas meninas.
Ciao.
Paz e saúde!
Três semanas podem parecer uma eternidade. Imaginem então o ano todo que tive que esperar para que pudesse viajar e estar no Brasil nesse momento. Já leu os blogs ali do lado direito? Que tal experimentar os outros links? Tem um de um desenhista russo que é muito interessante. Mesmo que não fosse muito interessante eu diria isso. Porque todos acreditamos ser capazes de julgar o que é e o que não é interessante? Vão visitar e tirem suas próprias conclusões. Ou estudem mais um pouco do glossário que o computador está criando sozinho.
• Nerone – o verdadeiro nome de Nero, um certo poeta que morou em Roma.
• Paese - tradução de país. “Il Brasile è un bel paese.”
• Paese – tradução de vilarejo, cidade pequena. “Lui abitta in paese, a Borgonovo val Tidone.” (Ele mora num vilarejo, em Borgonovo, no vale do Tidone.)
• Parmigiano Reggiano – o rei dos queijos. É o que chamamos de parmesão. Produzido na região de Parma e maturado por, no mínimo, dois anos. Na realidade, Parmigiano Reggiano é a marca do consórcio que administra a produção. O queijo é do tipo grana e é similar ao Grana Padano, só que mais duro, mais forte (picante) e se utiliza principalmente ralado sobre as massas. Mas não é raro utilizar outros tipos de queijo ralado, inclusive ricota.
• Pastasciutta – é o macarrão, com ou sem molho, apesar de asciutta ser a tradução de seca. A massa que se diz pasta in umido ou pasta in brodo, vem boiando em um prato de brodo (vide brodo).
• Pecorino – queijo característico da Sardenha. Feito com leite de ovelhas. Lembra o nosso queijo de Minas, fresco, meia-cura ou curado.
• Pizza del Sole – pizzaria minúscula que vende pizza aos pedaços à noite, pertinho de casa.
• Po – diz-se pô. O rio em cujas margens foi edificada a cidade onde moramos.
• Prodi, Romano – ex-presidente da Comissão Européia e futuro primeiro-ministro italiano. Pra que lado ele pende? Depende do vento.
• Provincia – nós conhecemos por micro-região. Formada por uma capital e diversas pequenas cidades ou vilas circunvizinhas coligadas politicamente. Um conjunto de províncias forma uma região (Piemonte, Ligúria, etc.). Um conjunto de regiões forma um país (Itália, etc.). Um conjunto de países forma um continente em crise com a própria moeda.
• RAI – Radio e TV Italiana. Rede de tv estatal com três canais (RAI 1, RAI 2 e RAI 3). Como são estatais, são comandadas pelo chefe de governo (Silvio Berlusconi). Junto com a Mediaset, Sport Italia e La 7, formam as cadeias nacionais. Existem as centenas de Tvs regionais. Só na minha cidade são dois canais. Deve ser por isso que as livrarias abrem à noite.
• Romano – natural de Roma. É o italiano que come macarrão com garfo e colher. Por uma antítese cultural, é tido como o verdadeiro caipira do país. Portanto, o hábito de comer macarrão com garfo e colher só vai bem em Roma. Tem um dialeto que não chega a ser um dialeto, só que ninguém entende. Às vezes, nem eles.
• Salsiccia – lingüiça. Existe um tipo de lingüiça fresca, para fritar ou fazer na brasa, chamada salamella, mas eles não gostam de chamar salamella de lingüiça.
• Sardegna – ilha habitada há mais de três mil anos, quando boa parte do país ainda dormia sob o mar. Durante séculos viveu do pastoreio de ovelha (pecora, daí o nome do queijo: pecorino). Hoje vive de turismo e pecore (plural de pecora). Tem uma língua e cultura próprias. Quanto a língua, é dificilíssima. No que se refere à cultura, seria mais apropriado chamar-se Rapa Nui.
• Sbriccioloni – fabrica de colesterol. É o torresmo italiano. Há algum tempo, um famoso nutricionista italiano afirmou que uma porção de sbriccioloni acompanhada de uma cerveja é uma refeição completa. Desnecessário dizer que virei fã do tal nutricionista.
• Spinello – cigarro de maconha.
• Striscia la Notizia – é o programa de maior audiência. Um jornal satírico que mostra os erros de todas as emissoras, as gafes de apresentadores, políticos e qualquer um que cometa erros na Tv. Fazem denúncias sérias, mas sempre em tom gozador. Já meteram muita gente em cana.
• Tapiro d’Oro – é o prêmio entregue pelo Striscia la Notizia à “anta” do momento. Rubens Barrichello recebeu o dele quando deixou o Shumacher ultrapassá-lo, anos passado.
• Trappatoni, Giovanni – ex-técnico da seleção italiana de futebol. Tem um modo de falar de difícil compreensão. Inclusive aos italianos.
• Villa – casa. Diferente de casa, no sentido de lar. A minha casa é num apartamento. As villas são para os ricos ou para quem mora fora da Città.
• Vin broulè – vinho quente vendido no Norte, pelas ruas, nos dias mais frios de inverno.
• Wurstel – salsicha.
• Zucca – abóbora. Zucchino = abobrinha. Testa di zucca = cabeça de abóbora (oca). Característica de uma nobre casta política (ou vocês pensam que só operários têm casta?)
Espero que a lição tenha sido útil. Confesso que descansei bastante e estou me preparando para a volta. Mas ainda dá tempo para mais uma pescadinha, mais um churrasco, mais uma passeada com um charuto na mão, rodeado pelas minhas meninas.
Ciao.
Marcadores:
lição de italiano
Tuesday, July 05, 2005
Glossário, G-M
Caros e Caras,
Paz e saúde!
As férias vão bem, obrigado. Acabo de bater meu recorde de não fazer nada. Começo a ficar cansado disso. Acho que vou tirar uma soneca pra descansar. Mas, antes, outra parte do enfadonho glossário que o meu pc está criando. E lembre-se de que o suicídio é contra todas as leis existentes.
• Grana Padano – tipo de queijo (parmesão, com um mínimo de um ano de maturação) produzido na Pianura Padana, planície que circunda o Rio Po, no Centro-norte da Itália. É o meu preferido. Servido como anti pasto ou ao final da refeição. No meu caso, antes e depois.
• Gelato – sorvete. Consome-se inclusive no inverno. Os napolitanos são craques no assunto. Sorte nossa ter o melhor sorveteiro napolitano morando na cidade.
• H C – sigla para o inglês Hot, Cold, que se encontra nas diferentes torneiras. Todas as torneiras internas tem água quente ou fria, enquanto as externas devem ser fechadas no registro durante o inverno. Por uma convenção linguística, a “C” designa a água quente: C de Caldo (quente, em italiano). O H? Bo…!
• Inglese – uma língua que todo italiano gostaria de falar.
• Juventus – diz-se iuventus. A grande dama do futebol europeu. É o time com o maior número de títulos. Não, eu não sou torcedor da Juve.
• Kaiser – tipo de pêra que se assa no forno por duas horas a 180 ºC e se transforma numa delicada e saborosíssima sobremesa.
• Lavattivo – diz-se do sujeito que finge trabalhar. Casta predominante entre os operários DOC.
• Lippi, Marcelo – atual treinador da seleção italiana de futebol. Cada seleção tem o Parreira que merece.
• Machina – carro.
• Marrochino – natural do Marrocos.
• Marrochino – tipo de tratamento pejorativo reservado aos italianos naturais do sul, em referência a invasão árabe na Sicília.
• Mediaset – rede nacional de Tv com três canais (Rete 4, Canale 5 e Itália 1) pertencente a Silvio Berlusconi.
• Mediolanum – banco. Adivinhem a quem pertence?
• Milan – timinho simpático. Não só pelos brasileiros que nele jogam, mas também pelo rubro-negro adotado no uniforme. Vocês teriam dificuldade em saber quem é o proprietário. Ou não?
• Mondadori – Casa editora. Idem.
• Montanaro – habitante de montanha. Diz-se que são ignorantes, desconfiados e mãos de vaca. Ao que retrucam serem calados, reservados e econômicos. A verdade é que nunca saem para comer pizza com a gente: preferem fazer em casa. É mais barato…
• Morandi, Gianni – contemporâneo do Celentano. É o autor daquela música: “era um garoto/que como eu/amava os Beatles e os Rolling Stones…” Vale só por essa menção.
Se você não agüenta mais essa lenga-lenga, vá conhecendo os blogs linkados do lado direito. Tenho certeza de você vai se divertir.
Ciao.
Paz e saúde!
As férias vão bem, obrigado. Acabo de bater meu recorde de não fazer nada. Começo a ficar cansado disso. Acho que vou tirar uma soneca pra descansar. Mas, antes, outra parte do enfadonho glossário que o meu pc está criando. E lembre-se de que o suicídio é contra todas as leis existentes.
• Grana Padano – tipo de queijo (parmesão, com um mínimo de um ano de maturação) produzido na Pianura Padana, planície que circunda o Rio Po, no Centro-norte da Itália. É o meu preferido. Servido como anti pasto ou ao final da refeição. No meu caso, antes e depois.
• Gelato – sorvete. Consome-se inclusive no inverno. Os napolitanos são craques no assunto. Sorte nossa ter o melhor sorveteiro napolitano morando na cidade.
• H C – sigla para o inglês Hot, Cold, que se encontra nas diferentes torneiras. Todas as torneiras internas tem água quente ou fria, enquanto as externas devem ser fechadas no registro durante o inverno. Por uma convenção linguística, a “C” designa a água quente: C de Caldo (quente, em italiano). O H? Bo…!
• Inglese – uma língua que todo italiano gostaria de falar.
• Juventus – diz-se iuventus. A grande dama do futebol europeu. É o time com o maior número de títulos. Não, eu não sou torcedor da Juve.
• Kaiser – tipo de pêra que se assa no forno por duas horas a 180 ºC e se transforma numa delicada e saborosíssima sobremesa.
• Lavattivo – diz-se do sujeito que finge trabalhar. Casta predominante entre os operários DOC.
• Lippi, Marcelo – atual treinador da seleção italiana de futebol. Cada seleção tem o Parreira que merece.
• Machina – carro.
• Marrochino – natural do Marrocos.
• Marrochino – tipo de tratamento pejorativo reservado aos italianos naturais do sul, em referência a invasão árabe na Sicília.
• Mediaset – rede nacional de Tv com três canais (Rete 4, Canale 5 e Itália 1) pertencente a Silvio Berlusconi.
• Mediolanum – banco. Adivinhem a quem pertence?
• Milan – timinho simpático. Não só pelos brasileiros que nele jogam, mas também pelo rubro-negro adotado no uniforme. Vocês teriam dificuldade em saber quem é o proprietário. Ou não?
• Mondadori – Casa editora. Idem.
• Montanaro – habitante de montanha. Diz-se que são ignorantes, desconfiados e mãos de vaca. Ao que retrucam serem calados, reservados e econômicos. A verdade é que nunca saem para comer pizza com a gente: preferem fazer em casa. É mais barato…
• Morandi, Gianni – contemporâneo do Celentano. É o autor daquela música: “era um garoto/que como eu/amava os Beatles e os Rolling Stones…” Vale só por essa menção.
Se você não agüenta mais essa lenga-lenga, vá conhecendo os blogs linkados do lado direito. Tenho certeza de você vai se divertir.
Ciao.
Marcadores:
lição de italiano
Saturday, July 02, 2005
Glossário, C-F
Caros e Caras,
Paz e saúde!
Continuo de férias no Brasil. Para não abandonar completamente o blog, apresento uma segunda parte do glossário iniciado no post anterior. Espero que estejam apreciando. Vão treinando: quem sabe um dia pode ser útil toda essa cultura inútil. E não adianta reclamar, pois deixei tudo programado para funcionar sozinho. Não estarei no comando, hoje é a tal tecnologia quem comanda. Aliás, esse glossário é invenção da máquina. Enquanto isso, estou longe. Pescando em algum lugar tão ermo que nem peixe deve ter.
• Cacciatorino – tipo de salame fresco produzido na região de Piacenza, mas não ouse chamar um cacciatorino de salame na presença de um piacentino: para eles, salame é salame, cacciatorino é outra coisa. Vai muito bem com qualquer coisa, inclusive sozinho.
• Carabinieri – é o policial militar. “Eu sou carabinieri!” “Bem feito! Quem mandou não estudar.” Também tem aqui.
• Carioca – sinônimo de brasileiro.
• Celentano, Adriano – é o Elvis Presley da Itália. Se pronuncia tchelentano. Fez diversos filmes, deu somente dez entrevistas desde o início da carreira e soube criar um marketing em torno à sua imagem. Carismático, é amado e odiado. Como cantor, aos 77 anos conseguiu o que só os grandes vinhos conseguem: envelheceu melhorando. Mas, neste caso, Lucio Dalla seria o campagne.
• Chiacchere – massa de pastel frita, com um pouco de açúcar de confeiteiro por cima. Come-se na época do Carnaval. Em Piacenza é a única manifestação da festa.
• Ciao – é o nosso tchau, com a diferença que se diz também quando na chegada.
• Città – denominação dedicada às capitais de província. “Ele mora em città …!”
• Collina, Pierluigi – alto, magro, careca, olhos azuis (eu acho. Da mesma forma que acredito na ausência das sobrancelhas dele) e uma cara de Frankstein montado às avessas. Este é o árbitro de futebol eleito pela quinta vez consecutiva como o melhor do mundo.
• Cubista – dançarino ou dançarina contratado para dançar em discotecas, em cima de um cubo.
• Culatello – tipo de presunto cru. Seria o filé mignon dos presuntos. Uma delícia que custa € 50,00 o quilo!
• Dalla, Lucio – dos poucos músicos que não fariam feio entre os nossos grandes. O Chico Buarque é um seu admirador. A música Minha História é uma versão do Chico sobre uma canção do Dalla.
• Del Piero, Allessandro – o melhor jogador italiano atualmente, apesar dos lamentos de um certo Totti e cia. Joga na Juventus.
• Dialetto – língua local, geralmente de uma cidade ou província. O que faz com que pessoas que habitam a 5 quilômetros de distância entre si não se entendam. Mesmo!
• DOC – sigla para Denominazione d’Origine Controllata. É uma das muitas siglas que determinam alimentos típicos regionais. Na gíria, doc significa uma pessoa ou produto genuíno. É o nosso “da gema”.
• Enologo – o que todo italiano acredita ser.
• Ettore – nome masculino. Quando eu tiver um cachorro, se chamará Ettore.
• Ferrari – sobrenome comum por essas bandas.
• Frizzante – uma terrível maldição sobre os vinhos tintos da região de Piacenza que transforma-os em bebidas intragáveis.
• Festival di San Remo – observe a coisa do seguinte ângulo: se os dinossauros, que tinham um cérebro comparativamente muito menor que o do ser humano, conseguiram dominar a Terra por mais de sessenta milhões de anos, porque alguém iria duvidar da existência deste outro fóssil?
Ciao.
Paz e saúde!
Continuo de férias no Brasil. Para não abandonar completamente o blog, apresento uma segunda parte do glossário iniciado no post anterior. Espero que estejam apreciando. Vão treinando: quem sabe um dia pode ser útil toda essa cultura inútil. E não adianta reclamar, pois deixei tudo programado para funcionar sozinho. Não estarei no comando, hoje é a tal tecnologia quem comanda. Aliás, esse glossário é invenção da máquina. Enquanto isso, estou longe. Pescando em algum lugar tão ermo que nem peixe deve ter.
• Cacciatorino – tipo de salame fresco produzido na região de Piacenza, mas não ouse chamar um cacciatorino de salame na presença de um piacentino: para eles, salame é salame, cacciatorino é outra coisa. Vai muito bem com qualquer coisa, inclusive sozinho.
• Carabinieri – é o policial militar. “Eu sou carabinieri!” “Bem feito! Quem mandou não estudar.” Também tem aqui.
• Carioca – sinônimo de brasileiro.
• Celentano, Adriano – é o Elvis Presley da Itália. Se pronuncia tchelentano. Fez diversos filmes, deu somente dez entrevistas desde o início da carreira e soube criar um marketing em torno à sua imagem. Carismático, é amado e odiado. Como cantor, aos 77 anos conseguiu o que só os grandes vinhos conseguem: envelheceu melhorando. Mas, neste caso, Lucio Dalla seria o campagne.
• Chiacchere – massa de pastel frita, com um pouco de açúcar de confeiteiro por cima. Come-se na época do Carnaval. Em Piacenza é a única manifestação da festa.
• Ciao – é o nosso tchau, com a diferença que se diz também quando na chegada.
• Città – denominação dedicada às capitais de província. “Ele mora em città …!”
• Collina, Pierluigi – alto, magro, careca, olhos azuis (eu acho. Da mesma forma que acredito na ausência das sobrancelhas dele) e uma cara de Frankstein montado às avessas. Este é o árbitro de futebol eleito pela quinta vez consecutiva como o melhor do mundo.
• Cubista – dançarino ou dançarina contratado para dançar em discotecas, em cima de um cubo.
• Culatello – tipo de presunto cru. Seria o filé mignon dos presuntos. Uma delícia que custa € 50,00 o quilo!
• Dalla, Lucio – dos poucos músicos que não fariam feio entre os nossos grandes. O Chico Buarque é um seu admirador. A música Minha História é uma versão do Chico sobre uma canção do Dalla.
• Del Piero, Allessandro – o melhor jogador italiano atualmente, apesar dos lamentos de um certo Totti e cia. Joga na Juventus.
• Dialetto – língua local, geralmente de uma cidade ou província. O que faz com que pessoas que habitam a 5 quilômetros de distância entre si não se entendam. Mesmo!
• DOC – sigla para Denominazione d’Origine Controllata. É uma das muitas siglas que determinam alimentos típicos regionais. Na gíria, doc significa uma pessoa ou produto genuíno. É o nosso “da gema”.
• Enologo – o que todo italiano acredita ser.
• Ettore – nome masculino. Quando eu tiver um cachorro, se chamará Ettore.
• Ferrari – sobrenome comum por essas bandas.
• Frizzante – uma terrível maldição sobre os vinhos tintos da região de Piacenza que transforma-os em bebidas intragáveis.
• Festival di San Remo – observe a coisa do seguinte ângulo: se os dinossauros, que tinham um cérebro comparativamente muito menor que o do ser humano, conseguiram dominar a Terra por mais de sessenta milhões de anos, porque alguém iria duvidar da existência deste outro fóssil?
Ciao.
Marcadores:
lição de italiano
Subscribe to:
Posts (Atom)

